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“Se a vida não ficar mais fácil, fique mais forte”. Será?

Autor: Marco Barbosa Publicado em: 27/09/2023

Devo confessar que já adotei essa máxima na minha vida pessoal, no meu trabalho, nos projetos que desenvolvi, no olhar para os profissionais a serem contratados, treinados, aprimorados!

Já ouvi muitos pedidos para desenvolvimento de líderes, profissionais de atendimento ao cliente, equipes comerciais, com foco para tornarem-se tenazes, imbatíveis, capazes de aguentar tarefas difíceis.

E, nos processos seletivos, o desafio de identificar altos graus de resiliência.

Neste contexto, a resiliência é entendida como característica de personalidade, tenacidade, capacidade de suportar as adversidades, além da mágica de voltar ao estado normal sem nenhum arranhão.

E o que venho observado nas organizações, no clima das empresas, nas relações pessoais, é que estamos adoecendo, ficando deprimidos, desenvolvendo burnout, transtornos de personalidade, compulsões.

Estamos todos muito cansados, estressados.

Enfim, traçando um caminho que está nos adoecendo cada dia mais.

No cenário organizacional, a resiliência vem ocupando um espaço de destaque, de questionamentos e de reflexões.

Conforme o Fórum Econômico Mundial, a resiliência é apontada como uma das 10 habilidades mais requisitadas até 2025!

As organizações e os executivos de alto escalão já compreenderam que desenvolver uma mentalidade e cultura flexível, colaborativa, adaptável, com segurança psicológica, apresentará resultados muito melhores nestes tempos tão desafiadores.

Então, respondendo à pergunta no título deste texto, a resposta é: não!

Segundo a SOBRARE, a resiliência está ligada à sobrevivência e preservação da nossa saúde mental. Embasa cientificamente que todos nós podemos desenvolver um modo de pensar estratégico e assim superar, de forma inteligente, o estresse.

Esta abordagem foi desenvolvida pelo pesquisador Dr. George Barbosa – “Abordagem Resiliente”.

Lá aprendi que resiliência é um comportamento adquirido ao longo da vida, é mutável, treinável e – que maravilha! – pode ser aprendida.

Desenvolver resiliência é como fortalecer um músculo: precisa de tempo e intencionalidade.

Entendi que o pensar, avaliar e se reposicionar é o melhor trunfo, para mim, para trabalhar com os meus clientes e enfrentar as adversidades.

É agir com pensamentos e comportamentos flexíveis para enfrentar as adversidades de forma estratégica e com menor impacto negativo.

As conexões acontecem enquanto descobrimos que os nossos numerosos modelos de crenças norteiam nossos comportamentos, pensamentos, emoções, sentimentos. Pois é, a maneira como pensamos tem um papel enorme em como nos sentimos.

Na resiliência científica, é fundamental desenvolver a flexibilidade cognitiva e ressignificar nossas crenças para enxergar outras perspectivas, nos adaptarmos aos obstáculos e resolver os problemas de forma criativa.

Para mim, foi incrível ganhar este embasamento para capacitar e desenvolver novas habilidades em equipes, líderes, gestores, e assim promover comportamentos resilientes.

Acredito que um título mais adequado seria:
“Não há somente um caminho a percorrer!”.

Concordam?



Angela Mota Sardelli

Psicóloga, sócia - diretora da VOX CONSULTING RH, especialista em Resiliência pela SOBRARE, atuando há mais de 30 anos em projetos relacionados à gestão da experiência do cliente, treinamento e desenvolvimento de pessoas, e em competências estratégicas que buscam excelência no relacionamento com o mercado.