Resiliência nos Momentos de Estresse
Provavelmente você já deve ter visto este post aqui no blog sobre a relação entre o nosso corpo e a resiliência. No entanto, como foi publicado em 2013, resolvemos atualizar o conteúdo. Quando buscamos desenvolver o autoconhecimento para encontrar mecanismos que promovam resiliência e equilíbrio nos comportamentos, é muito importante analisar e entender as diferentes reações que ocorrem em nosso organismo nas diversas situações do dia a dia.
Esse cuidado deve existir tanto nos momentos de alegria e descontração quanto nos momentos de conflito, angústia, ansiedade e estresse, para encontrar recursos e enfrentar as adversidades de modo resiliente.
Reações do estresse que acontecem em nosso corpo
Ter conhecimento das reações que ocorrem em nosso corpo refere‐se ao entendimento das mudanças que surgem em contextos de adversidade, conflito ou elevado estresse, como, por exemplo, aceleração do coração, formigamento das mãos ou das pernas, dor no estômago, sudorese ou até mesmo aquela dor de cabeça inexplicável. Essas alterações corporais são decorrentes de pensamentos e crenças que regulam, por meio do sistema nervoso e muscular, tanto os movimentos quanto as reações físicas diante de situações estressoras.
A ideia é que crenças desequilibradas e pensamentos imaturos modulam diretamente a resposta corporal, gerando reações que alteram o equilíbrio dos nervos e músculos. Como corpo e mente são integrados, as alterações manifestam‐se quando há desequilíbrio em algum órgão ou no sistema nervoso ou muscular.
Relação entre resiliência e as reações do estresse que acontecem em nosso corpo
As crenças e os pensamentos, expressos de forma consciente ou inconsciente quando uma pessoa se comunica, evidenciam comportamentos inadequados e características pessoais refletidas na postura corporal. Em situações adversas de desconforto e estresse, quanto maior o descompasso entre suas crenças e o posicionamento do corpo, mais visível torna‐se o comprometimento muscular e a rigidez diante dos desafios.
É possível compreender que as crenças que construímos ao longo da vida, relacionadas à leitura corporal no exato momento da adversidade, estão ligadas à intensidade e à direção dos impulsos nervosos que acontecem no corpo. Assim, quanto mais harmonia houver entre pensamentos, crenças e reações corporais, maior a possibilidade de manter resiliência e um equilíbrio saudável entre reações físicas e expressão mental.
Existem duas formas principais pelas quais o estresse pode dominar o corpo. A primeira é agir com intolerância ao que ocorre corporalmente diante do estresse: perceber o aumento do batimento cardíaco, a voz trêmula, as mãos suadas e, ainda assim, continuar ignorando esses sinais. Essa atitude traz à tona forte rigidez muscular e emocional, evidenciando frágil condição de resiliência nessa área, com tendência à inflexibilidade e inadequação.
A permanência nessa rigidez resulta em prejuízos à saúde no curto e no longo prazo, com dores musculares e esgotamento emocional generalizados. Nesses casos, há necessidade urgente de reverter a atitude, pois ela representa risco e danos severos à resiliência. A segunda maneira é tornar se passivo diante dos sinais corporais: por exemplo, trabalhar doze horas sentado para entregar um projeto no prazo final e não perceber nenhum incômodo ou dor. Será mesmo que o corpo está tão bem sem pausas para movimento e alongamento?
Essa dificuldade extrema de identificar o que ocorre no corpo frente ao estresse influencia diretamente o controle muscular e fisiológico, indicando ambiente frágil para a resiliência nessa área da vida. A tendência é adotar uma postura corporal “largada” como estratégia, o que pode gerar sintomas como dores musculares, enxaqueca e gastrite. Por isso, é preciso garantir coerência entre estado emocional e postura corporal, já que a incoerência constitui condição de elevado risco e alto prejuízo à resiliência.
E quando estamos no equilíbrio?
Quando estamos equilibrados na área da leitura corporal, temos capacidade de identificar e administrar adequadamente as mudanças que ocorrem no corpo. As crenças que determinam o comportamento diante de situações de alto estresse, relacionadas à habilidade de ler as alterações corporais, promovem uma resiliência consistente, coerente e adequada nessa área, favorecendo o funcionamento orgânico saudável e o melhor desempenho físico.
Mesmo diante de estresse elevado, há propensão a comportamentos flexíveis voltados à busca de saúde e bem‐estar corporal. Busque compreender as reações do seu corpo nos momentos de muito estresse ou grandes adversidades, para não sobrecarregar de modo negativo a intensidade de comportamentos desequilibrados e assim aumentar suas chances de ser resiliente e flexível, encontrando alternativas e soluções assertivas.