Blog

4 Pilares para você Entender o que é Resiliência [PARTE 1]

Autor: Equipe SOBRARE Publicado em: 28/01/2026

Inicialmente, nos anos 60 e 70, a resiliência esteve associada à definição dada pela física. Michael Rutter, um dos pioneiros no estudo da resiliência no campo da Psicologia, ao buscar um termo que melhor explicasse esse atributo nas pessoas, recorreu a esse conceito da física, que definia materiais resilientes aqueles que tinham a capacidade de sofrer forte pressão e em seguida voltar ao seu estado normal sem sofrer grandes defeitos. 

 

No final dos anos 80, o termo resiliência já se descolava dessa ideia original da física e passou a ser entendido como a capacidade de ser flexível diante da adversidade. Nas últimas décadas, a resiliência vem sendo apresentada como a capacidade de ser flexível ao atribuir significados aos fatos e que pode ser desenvolvida em todo ser humano.

 

Alguns cientistas, para explicar a resiliência, ligam o conceito à teoria do estresse, relacionando‐a às habilidades de resolver traumas, recorrendo aos mecanismos de fuga que possuímos. Outros cientistas costumam explicá‐la usando a psicologia positiva e cognitiva, apresentando a resiliência como a capacidade de uma pessoa atribuir significados adequados às suas crenças.


Quatro pilares essenciais para entender o que é resiliência

 

Agora vamos explicar quais são os conjuntos de crenças diretamente vinculados à resiliência. Para entender melhor esses conjuntos de crenças e o que é resiliência, é importante que você leia o post sobre mudanças momentâneas e mudanças duradouras.

 

A resiliência está estruturada sob oito áreas vitais da vida. Essas áreas são definidas por meio dos conjuntos de crenças que se aglutinam quando conhecemos, aprendemos e experimentamos os fatos da vida com aqueles que nos cercam. No post de hoje vamos apresentar quatro dessas áreas que são pilares da resiliência.


Otimismo para a vida


A primeira área da vida ligada diretamente à resiliência é o otimismo para a vida. Otimismo para a vida é a capacidade de enxergar a existência com esperança, alegria e sonhos. É a maturidade de assumir o destino da própria vida, mesmo quando parte do poder de decisão está fora de nossas mãos. Quando elaboramos uma intervenção sobre essa área, obtêm‐se grandes mudanças.


O otimismo para a vida é uma área ampla e contém várias subáreas, como a esperança. A esperança é um fator secundário sob o guarda‐chuva do otimismo para a vida. Outra crença secundária é o humor: fala‐se muito que a pessoa precisa ter bom humor para desenvolver resiliência. É verdade, mas quem não tem otimismo para a vida bem desenvolvido não costuma viver as situações com humor.


Autoconfiança


A segunda área apresentada é a autoconfiança. Trata‐se da capacidade de ter convicção de ser eficaz nas ações propostas. Se você pretende promover resiliência em uma grande equipe, grupo ou time, deve atuar na autoconfiança dessas pessoas e, secundariamente, na autoeficácia. A autoeficácia permite que a pessoa obtenha um resultado positivo; no entanto, isso só é possível quando há autoconfiança.


Sentido de vida


A terceira área é o sentido de vida. É a capacidade de entender um propósito vital. Promove um enriquecimento do valor da existência, fortalecendo e capacitando a pessoa a preservar sua vida ao máximo. Dentro do sentido de vida está a autorrealização, que existe quando vejo com clareza o sentido da minha vida, a razão do meu viver e como estou em sintonia com o que faço, trabalho e vivo.

 

Também se associa aqui o conceito de sucesso: fala‐se que resiliência é a superação de obstáculos para obter sucesso. No entanto, não se obtém sucesso sem sentido de vida; não adianta ganhar na loteria para se ter sucesso se não houver uma razão de viver. 

 

Análise do contexto 

 

A quarta área determinante para o comportamento resiliente é a análise do contexto. Análise do contexto é a capacidade de identificar pistas e sinais presentes no ambiente, fazer análise adequada dos riscos e dos fatores de proteção. Dentro da análise do contexto está a criatividade: só é possível ser criativo quando se desenvolve a habilidade de ler pistas e identificar sinais, perceber precisamente causas e implicações de problemas e conflitos. 

 

Também se relaciona aqui o empreendedorismo; diz‐se que uma pessoa resiliente tende a ter habilidades empreendedoras. É fundamental ter esse discernimento ao falar em resiliência, aprendemos isso ao longo de doze anos de pesquisas. A cada pesquisador que apresentava um TCC, um mestrado ou doutorados, percebemos que atuar no conjunto de crenças errado produz uma resiliência instável, se é que podemos chamar assim. 

 

Existem outras quatro áreas vitais para a resiliência

 

Essas quatro áreas restantes você pode conhecer no segundo post que preparamos para aprofundar ainda mais seu conhecimento sobre o que é resiliência. 

 

Esperamos que você tenha gostado. Se tiver um tempo disponível, deixe seu comentário aqui embaixo dizendo o que pensa sobre o assunto e fazendo críticas ou sugestões, isso ajudará a ampliar nossas reflexões. Agradecemos sua atenção e até a próxima!