Ao longo da minha jornada me esforçando na conquista de comportamentos resilientes, tenho aprendido que embora nem sempre consiga ser resiliente em algumas situações, o treino diário de trabalhar minha percepção em reconhecer a forma como estou vendo e abordando um acontecimento, nomear o que estou sentindo e perceber qual minha inclinação para a reação, me tornam consciente das crenças que norteiam meu estado emocional no momento.

A partir dessa consciência é possível se apropriar do primeiro atributo que se realça e aqui eu quero destacar:

COERÊNCIA – lógica e autenticidade, ao avaliar os pensamentos que me conduzem à ação.

Se necessário, consigo me reorganizar e até ressignificar minhas verdades para mudar atitudes que podem impedir ou comprometer o que aspiro ser ou a forma como desejo viver.

Esse exercício me ajuda a ser mais flexível no pensar para fazer escolhas coerentes e autênticas sem perder a identidade.

Aprofundar o autoconhecimento por meio da atenção constante na percepção e consciência das convicções que carrego e que orientam como faço escolhas, lido com mudanças, me posiciono diante do estresse, me permite desenvolver autoaceitação e a estabelecer os meus reais limites.

Isso tudo é suportado pelo segundo atributo que se atrela com a Resiliência:

 

CONSISTÊNCIA – base sólida: quanto mais me conheço, me aceito e sei dos meus limites, maior será minha segurança e agilidade para acessar os recursos internos e externos em momentos de adversidade.

Ao me apoderar desses dois atributos que o amadurecimento da resiliência me disponibiliza, tenho acesso ao terceiro e último atributo que desejo aqui apresentar:

 

CORAGEM – a justa medida acerca dos sentimentos de medo e de confiança que precisamos para enfrentar os desafios diários. É na busca do equilíbrio onde o ataque ou a fuga se tornam ferramentas estratégicas de sobrevivência física e emocional, que consigo transitar entre as emoções da raiva e da tristeza, do medo e da ousadia no empenho de seguir na construção da vida e do mundo que almejo.

Como escrevi no início desse texto, sigo me aplicando na aquisição de resiliência no dia a dia. Tarefa nem sempre fácil, mas de resultado indiscutível.

E assim vou comprovando que resiliência promove conexão entre autoconhecimento e organização do pensamento … transformando o jeito de viver e enxergar o mundo.

Autoconhecimento é o caminho e a Resiliência, a filosofia.

Nilza Bueno

Especialista em desenvolvimento de Resiliência certificada pela SOBRARE.
Atua fortemente nas organizações quanto ao desenvolvimento de profissionais para enfrentarem o stress e a transformarem suas formas de viver e enxergar a vida.

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