SAÚDE EMOCIONAL NAS ORGANIZAÇÕES E RESILIÊNCIA – EMPATIA SIM, PRESSÃO NÃO!

 

Nunca se falou tanto deste tema quanto ao longo de todo o período pandêmico que estamos vivenciando com o surgimento do vírus covid-19.

Isolamento e distanciamento social, a privação do convívio familiar, dos núcleos de amizade, levar o escritório para casa, administrar as aulas online dos filhos, morar sozinho por escolha própria e, ainda assim, sentir-se sozinho por não mais poder ir até o trabalho, não poder ir à escola, ao parque, à praia, aos jogos de futebol, aos shows, às igrejas e a tantos outros lugares.

Ou então não ter escolha e ter sim que ir ao trabalho, naquele ônibus lotado. Não ter escolha e perder o ente mais amado, o parceiro de trabalho, o melhor amigo, a vizinha da frente. Não poder sequer visitar no hospital, não poder se despedir.

Tentar resolver diversas questões pelo celular ou pelo computador, mas como? A internet caiu! Vocês estão me ouvindo? Estão me vendo agora? Estamos sem energia!

Haja saúde emocional, haja flexibilidade e resiliência para pensar estrategicamente, modulando o comportamento com equilíbrio diante do estresse, ressignificando crenças e convicções a fim de melhor se adaptar em situações de adversidade, porque, inevitavelmente, elas fazem parte do contexto.

Faz parte do contexto oferecer um trabalho que exija habilidade para trabalhar sob pressão e, claro, ainda assim, ser resiliente. Ou seja, a empresa já avisa que vai te bater e que você precisa “saber apanhar”.

Também faz parte do contexto fazermos escolhas que precisam ser saudáveis para fazer sentido, para ter propósito. O sentido vem com o desafio, com a oportunidade, com o desenvolvimento, com parceria.

Já a pressão traz a sensação de aperto, compressão, tensão, desconforto e risco. Juro que eu queria pegar leve aqui, mas a pressão definitivamente não me permite.

Não existe resiliência sem adversidade, é através dela que desenvolvemos pensamentos estratégicos, a fim de superarmos o estresse e mantermos o comportamento em equilíbrio. E o melhor: a resiliência pode ser aprendida e desenvolvida.

Trabalhos são criados por adversidades, temos o concorrente, o cliente, o paciente, o produto, o serviço, a economia, o sistema. Mas o sistema caiu, e agora? Precisa de mais pressão?

Pra tudo isso é preciso ter saúde, sem saúde não há trabalho, resiliência é saúde, ela traz o sentido de preservação da vida e da superação.

A Saúde Emocional na Organizações gera criatividade, abertura para a comunicação, para a exposição sem medo, tanto de ideias quanto de opiniões, gera transparência e respeito, promove empatia para ouvir com atenção e sem julgamentos, gera fôlego ao invés de pressão.

A rotina já é difícil. A campanha não atendeu à expectativa, a reunião foi cancelada, não aprovaram a verba de treinamento, a bolsa está em queda, a produção está atrasada, perdemos a venda, o dólar subiu, serviram o café sem açúcar… e quem disse que café com açúcar é café?

Ainda tem o vírus lá fora, a corrupção, a inflação, o absurdo da guerra do outro lado do mundo, dentro da comunidade ou na esquina de casa. O roubo do celular, o sequestro do pix, a injustiça, a fila de espera, a desigualdade social, a falta de respeito, o filho doente, a chuva que provoca enchente, desabamento, e a seca que causa a fome. É muita coisa ou não é? Sem contar os conflitos internos que todos nós temos. Sim, todos nós temos!

É imprescindível desenvolver a resiliência e promover a saúde emocional dentro das organizações. O foco da resiliência está na capacidade de responder ao estresse com flexibilidade, com pensamentos estratégicos de enfrentamento das adversidades, os quais resultem em comportamentos mais equilibrados, comportamentos que expressem a superação inteligente, tanto de situações quanto de ambientes adversos, conflituosos e estressantes. A resiliência promove o equilíbrio entre a passividade e a intolerância e com o exercício contínuo pela busca desse equilíbrio, modulamos nossos pensamentos de forma estratégica e coesa, ressignificamos crenças e opiniões que, muitas vezes, já não cabem mais em determinado ambiente ou situação. Ou ainda, identificamos que determinados ambientes e situações já não cabem mais pra nós.

Precisamos sim de desafios, do trabalho com propósito, em ambientes saudáveis, entre times saudáveis, parcerias saudáveis e, acima de tudo, sob uma gestão saudável.

Para alavancar os negócios, as lideranças precisam, antes de mais nada, serem preparadas para gerir pessoas. Lideranças formam a estrutura fundamental de apoio aos times nos momentos adversos e, portanto, é imprescindível que estejam pautadas em abordagens adequadas de comunicação, tendo em vista que, o estilo da fala e da forma de abordagem em toda amplitude do contexto corporativo, impactam diretamente no clima organizacional e, consequentemente, no engajamento e senso de pertencimento das pessoas.

Por dias mais leves, por melhores escolhas, pela oportunidade, por novas possibilidades, pelo desenvolvimento contínuo, pelo apoio e incentivo, pela produtividade saudável, pelo entusiasmo, pelo acolhimento, da quietude à extroversão, pela empatia, pela inclusão, pela qualidade nos relacionamentos e negócios, pelo tempo dedicado a uma boa conversa, pela escuta ativa, pelo olhar atento, pelo tão simples e extremamente significativo BOM DIA!

Empresas, cuidem da Saúde Emocional de suas equipes, desenvolvam a Resiliência, promovam a Empatia. Pessoas geram números e resultados, geram toda a dinâmica e expertise dos negócios, mas antes de qualquer coisa e ainda assim, serão sempre Pessoas!

Patrícia Gimenes Roda

Formada em Gestão Estratégica de Pessoas, apaixonada por lidar com gente, pelo desenvolvimento do capital humano e por sua capacidade de transformação. Possui mais de 15 anos de experiência em organizações e Recursos Humanos e Especialista no Desenvolvimento de Resiliência pela SOBRARE.

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