Resiliência nos docentes de Enfermagem
Na área da saúde, a Enfermagem tem sido considerada uma das profissões mais suscetíveis a situações de estresse elevado pela própria natureza do seu trabalho. São profissionais que se deparam diariamente com o sofrimento, com situações de morte, perdas e urgências, sem esquecer os dilemas éticos envolvidos no atendimento à saúde atualmente, bem como a pressão pelo cumprimento de metas dos programas de saúde, muitas vezes sem condições e estruturas adequadas para tal. A falta de reconhecimento profissional e os baixos salários também contribuem para o aumento do estresse no dia a dia desses profissionais.
Com o propósito de prevenir ou minimizar os efeitos negativos do impacto causado pelo estresse na qualidade de vida dos profissionais da saúde, o conceito de resiliência vem sendo introduzido em diferentes áreas do conhecimento, como nas ciências humanas e sociais e na área da saúde. Na Enfermagem brasileira, a aplicabilidade do conceito de resiliência ainda se encontra numa fase inicial, fato que deve incentivar e motivar a realização de novas pesquisas para avaliar as possibilidades de seu emprego nas diferentes situações de cuidado e no ensino dos cursos de Enfermagem.

Maria Emília Grassi B. Miguel, com o propósito de contribuir com novas pesquisas e movida por inquietações sobre a importância da aplicabilidade da resiliência como ferramenta auxiliar no exercício da coordenação de curso — proporcionando qualidade de vida aos docentes e desenvolvendo o bem‐estar dos integrantes das equipes de trabalho da área de Enfermagem — defendeu sua tese de doutorado sobre resiliência e qualidade de vida nos docentes de Enfermagem.