A autoimagem na psicologia se refere ao que acreditamos ser!

É como se fosse o resultado da equação de experiências da nossa vida, como uma expressão matemática que culmina em um único resultado, – nesta ótica, a formação de crenças! Essas podem ser fortalecedoras ou destruidoras, dependendo da interpretação que fazemos dos fatos.

Este tema me chamou atenção a partir do momento em que comecei a me enxergar com uma autoimagem mais positiva, após experiências de autoconhecimento vivenciadas pelos processos de desenvolvimento do comportamento resiliente.

De acordo com Barbosa (2019), “para ter comportamento resiliente nos momentos de desafios e stress, é preciso desenvolver equilíbrio e olhar a situação de crise de forma madura e equilibrada.”

A resiliência é um atributo humano, muito falado, mas nem sempre exercitado.

Contudo, uma vez desenvolvido, se torna um fator de proteção do “eu” diante do stress e da adversidade, pois leva o indivíduo a identificar no seu sistema de crenças a tríade cognitiva:

como eu me vejo, como eu vejo o outro e como eu vejo o mundo, desenvolvendo um comportamento de flexibilidade e reposicionamento frente às intempéries da vida.

A autoimagem está sempre conversando com nossa autoestima. Mosquera (1983) expõe que, ao perguntarmos à uma pessoa reflexiva, que tipos de experiências puseram em risco sua autoimagem e autoestima, provavelmente descreverá alguma combinação de algo em que tenham fracassado ou comentários muito negativos dos outros.

Segundo ele, a autoimagem é mais o (re)conhecimento de como sentimos nossas potencialidades, sentimentos, atitudes e ideais, a imagem o mais realista possível, que fazemos de nós mesmos. A autoestima é o quanto gostamos de nós mesmos, nos amamos, nos apreciamos.

Ambas, surgem no processo de atualização continuada na nossa interação em grupo, isto é, são interinfluências.

A forma como construímos nossa autoimagem, dita como nos comunicamos e nos comportamos. Logo, se ela é instituída a partir de experiências negativas podem gerar crenças autodestrutivas, trazendo grande sofrimento interno para quem as possui, gerando prejuízos pela falta de equilíbrio perante o stress e de uma visão mais positiva de si mesmo para interagir com o outro e com o ambiente.

Barbosa acredita que não somos resilientes todo o tempo, mas que podemos desenvolver a capacidade de estar resiliente em qualquer momento da vida, inclusive em meio as crises.

A resiliência se desenvolve por meio de um processo de aprendizagem e sua essência está no autoconhecimento. Ele defende que quando passamos a nos conhecer profundamente, conseguimos reconhecer as nossas crenças e emoções limitantes ou os talentos, habilidades e recursos internos, que nos ajudam a ser mais flexíveis.

Isto confirma e potencializa o desenvolver de uma autoimagem mais realizadora, consequentemente uma autoestima mais fortalecida.

Logo, em tempos de constantes mudanças e incertezas nas quais necessitamos de estratégias e flexibilidade para lidar com o “novo” sem nos desequilibrarmos, saber estar resiliente perante o stress é um diferencial de proteção da nossa autoimagem e consequentemente da autoestima.

Como está sua autoimagem?

Você percebe-se resiliente perante o stress?

 

Mariangela N.B. Paula
psicologa.mariangeladepaula@gmail.com

Psicóloga Clínica – Especialista em Resiliência

BIBLIOGRAFIA

Mosquera, J.J.M., & Stobäus, C.D. (2005). Autoimagem, autoestima e autorrealização na Universidade. IberPsicología, 10(3.9) from http://fs-morente.filos.ucm.es/publicaciones/ iberpsicologia/lisboa/mourino/mourino.htm.
Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/362/36270106.pdf. Acessado em: 24/07/2021

Barbosa, Marco A. A. (Org.). Conceitos Básicos da Resiliência Guia de Estudos para Alunos Universitários – Edição 2019. www.sobrare.com.br

Barbosa, GS, Barbosa, PA. Escala de mapeamento da resiliência QUEST Resiliência versão adultos. https://www.researchgate.net/publication/341273604_Escala_de_mapeamento_da_resiliencia_QUEST_Resiliencia_versao_adultos Acessado em: 24/07/2021

Barbosa GS. Os pressupostos nos Estilos Comportamentais de se expressar Resiliência. 2012. http://sobrare.com.br/Uploads/20120727_os_pressupostos_nos_estilos_comportamentais_de_se_expressar_resiliência.pdf

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