Como utilizar as virtudes para desenvolver a minha resiliência?


20/04/2017 | Publicado por SOBRARE | 2 Comentários


Há quase um ano atrás, postamos aqui em nosso blog um post que abordava as principais contribuições do Dr. Martin Seligman para o desenvolvimento acadêmico da resiliência. Nesse post comentamos sobre a importância das pesquisas científicas feitas por Dr. Martin Seligman e como tais pesquisas ajudaram no avanço dos estudos da resiliência.

As suas pesquisas foram realizadas em diferentes culturas ao redor do mundo e Dr. Martin junto a outros pesquisadores concluíram que todo ser humano tem como desenvolver 24 forças pessoais e virtudes, que são mais universais do que eles esperavam, e que alavancam as pessoas no enfrentamento do estresse.

No post hoje vamos comentar com maior detalhe quais são essas forças pessoais e virtudes e como você pode se utilizar delas no desenvolvimento da sua própria resiliência.

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Como se constituiu as forças pessoais e virtudes?

As forças pessoais e virtudes definidas durante as pesquisas do Dr. Martin Seligman foram estruturadas a partir das potencialidades que as pessoas possuem. O seu foco está nos aspectos saudáveis, tanto nos fatores biológicos, comportamentais, sociais e transcendentais de uma pessoa.

São aspectos como alegria, felicidade, o bem-estar, a atitude de se despertar para a vida, a atitude de cuidar do corpo físico, a atitude de elevar o estado mental, crenças que são cultivadas e relacionadas a ética e relacionadas aos valores.

Esse conjunto de pensamentos, que formam as nossas crenças matriciais, deram origem as virtudes que as pessoas em geral possuem, com a finalidade de descobrir e promover os fatores que permitem a prosperidade.

Dentro da Psicologia Positiva, as virtudes são características dos seres vivos, e nós as cultivamos por meio das emoções positivas. As virtudes nos levam a termos os comportamentos de elevar, conquistar, crescer e se desenvolver de uma forma saudável, seja no âmbito pessoal ou social.

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As Virtudes de Seligman e a teoria da Abordagem Resiliente

Dentro da Abordagem Resiliente, passou-se a estudar profundamente não só as grandes virtudes, mas também todos os esquemas de crenças que estão relacionados a essas virtudes desenvolvidas a partir da teoria de Dr. Martin Seligman.

Essas virtudes listadas por Martin Seligman passaram por um análise para que houvesse um síntese daqueles aspectos dos quais haviam consistência e correlações e a partir dessa análise resultou um número de virtudes que tinham haver com o tema da resiliência em particular.

Também no desenvolvimento da Abordagem Resiliente, percebeu-se que esse conjunto de crenças e valores que dizem respeito a resiliência poderiam ser mais ainda sintetizados. Sendo assim, foram agrupados por semelhança. A partir desse processo, resultou em um conjunto de forças e virtudes que podem ser trabalhadas para alavancar a resiliência.

Quando nós trabalhamos com essas virtudes relacionadas a resiliência, temos que ter a clareza de que a finalidade e objetivo de cada uma delas dentro de cada MCDs (Modelos de Crenças Determinantes) é de potencializar, de fazer com que seja uma alavanca para que o pensamento que vem sendo trabalhado até o momento seja alavancado por uma ou mais das virtudes.

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Como utilizar as virtudes para desenvolver a minha resiliência?

Um aspecto essencial para quem quer desenvolver sua resiliência é entender e compreender que toda a intervenção precisa ser realizada a partir de um dos MCDs (Modelos de Crenças Determinantes).

Pensando nas áreas da resiliência, veja abaixo algumas das virtudes que podem alavancar a nossa resiliência:

Criatividade / Curiosidade – Ter interesse em novas experiências e descobertas. Apreciar, descobrir, cultivar sempre a busca do novo. Gostar de ser original e fazer invenções. Gostar de pensar em novas formas de conceituar as coisas.

Ter a mente aberta – É ter uma visão imparcial e pensamento crítico a respeito das coisas. Para isto, é necessário examinar todos os ângulos e aceitar diferentes pontos de vista sobre os fatos analisados.

Perspectiva e Sabedoria – Ser capaz de prover amplos conselhos e novas visões aos outros. Ter formas de ver o mundo que faça sentido para si e para os outros.

Integridade – Mostrar-se de forma genuína, agir de maneira integra e responsável diante das decisões assumidas.

Vitalidade – Viver com entusiasmo e alegria, sentindo-se vivo e ativo.

Humanidade – Agir em função de interagir e associar.

Amor – Valorização de relacionamentos próximos, especialmente os que envolvem o cuidar e o afeto recíproco.

Inteligência social – Estar consciente dos motivos e sentimentos de outras pessoas e também aos próprios.

Prudência – Agir de modo cuidadoso com as escolhas que faz, não assumido riscos desnecessários e nem fazendo coisas das quais possa se arrepender.

Autocontrole – Atuar de modo equilibrado e com disciplina. Buscar o controle sobre o sentir e fazer, sobre os apetites e emoções.

Gratidão – Enxergar e valorizar as boas coisas que acontecem na vida. Manter o hábito de agradecer às pessoas e à própria vida.

Esperança – Esperar o melhor, ter expectativas positivas do futuro e agir neste sentido. Acreditar que se pode influir no que está por vir e que só depende de nós.

Humor e diversão – Gostar de fazer brincadeiras, de rir e se divertir. Fazer as pessoas rirem, perceber o lado engraçado das coisas.

Espiritualidade – Ter pensamentos e crenças coerentes com um propósito de vida. Cultivar a fé. Desenvolver atitude religiosa e encontrar um sentido na vida e no universo.

Então o nosso foco de atenção vai estar dirigido a utilizar virtudes que tenham ligação com a Análise do contexto, com a nossa Autoconfiança, em outro momento vai estar dirigido para o Otimismo para com a Vida. Tendo também a clareza de que quando nós trabalhamos na ressignificação e intervenção dentro do Sentido de Vida, por exemplo, nós estamos ao mesmo tempo também gerando ressonância e influência na Empatia, causando consequências na Leitura Corporal.

O foco de atenção é em uma área, mas a repercussão que esse foco causa acontece nas 08 áreas da resiliência. Sendo assim, a resiliência de uma forma geral vai sendo trabalhada ao longo do percurso. Atuamos por áreas da resiliência, mas o resultado acontece no conjunto!

E você? Tem se utilizado das suas virtudes para desenvolver toda a sua resiliência? Deixe seus comentários sobre o conteúdo de hoje e suas percepções. Ficaremos muito contentes com suas contribuições.

Até a próxima!

Imagens: Freepik

SOBRARE

SOBRARE

Sociedade Brasileira de Resiliência, compartilhando conhecimento em resiliência e trazendo recursos necessários para que pessoas e organizações superem suas adversidades.

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2 Comentários

  1. Teresa Roseta disse:

    Excelente definição das qualidades ou das crenças determinantes! Simples e prática, facilitando o pensamento conceptual e a resignificação de algumas situações ou acontecimentos que impactam nas nossas forças ou na fragilidade dos nossos medos e fazem acontecer a resiliência.
    Muito obrigada.

    1. SOBRARE SOBRARE disse:

      Olá Teresa, boa tarde.
      Ficamos muito contentes com seu feedback e com suas percepções sobre esse tema.
      Esperamos ter colaborado com seu crescimento sobre a resiliência.
      Grande abraço, Equipe SOBRARE



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