“Se a vida não ficar mais fácil, fique mais forte”. Será?

Devo confessar que já adotei essa máxima na minha vida pessoal, no meu trabalho, nos projetos que desenvolvi, no olhar para os profissionais a serem contratados, treinados, aprimorados!

Já ouvi muitos pedidos para desenvolvimento de líderes, profissionais de atendimento ao cliente, equipes comerciais, com foco para tornarem-se tenazes, imbatíveis, capazes de aguentar tarefas difíceis. E, nos processos seletivos, o desafio de identificar altos graus de resiliência.

Neste contexto, a resiliência é entendida como característica de personalidade, tenacidade, capacidade de suportar as adversidades, além da mágica de voltar ao estado normal sem nenhum arranhão….

E o que venho observado nas organizações, no clima das empresas, nas relações pessoais, é que estamos adoecendo, ficando deprimidos, desenvolvendo burnout, transtornos de personalidade, compulsões. Estamos todos muito cansados, estressados.

Enfim, traçando um caminho que está nos adoecendo cada dia mais.

No cenário organizacional, a resiliência vem ocupando um espaço de destaque, de questionamentos e de reflexões. Conforme o Fórum Econômico Mundial, a resiliência é apontada como uma das 10 habilidades mais requisitadas até 2025!

As organizações e os executivos de alto escalão já compreenderam que desenvolver uma mentalidade e cultura flexível, colaborativa, adaptável, com segurança psicológica, apresentará resultados muito melhores nestes tempos tão desafiadores.

Então, respondendo à pergunta no título deste texto, a resposta é: não!

Segundo a SOBRARE – Sociedade Brasileira de Resiliência, a resiliência está ligada à sobrevivência e preservação da nossa saúde mental. Embasa cientificamente que todos nós podemos desenvolver um modo de pensar estratégico e assim superar, de forma inteligente, o estresse. Esta abordagem foi desenvolvida pelo pesquisador Dr. George Barbosa – “Abordagem Resiliente”.

Lá aprendi que resiliência é um comportamento adquirido ao longo da vida, é mutável, treinável e – que maravilha! – pode ser aprendida.

Desenvolver resiliência é como fortalecer um músculo: precisa de tempo e intencionalidade.

Entendi que o pensar, avaliar e se reposicionar é o melhor trunfo, para mim, para trabalhar com os meus clientes e enfrentar as adversidades. É agir com pensamentos e comportamentos flexíveis para enfrentar as adversidades de forma estratégica e com menor impacto negativo.

O processo de resiliência é tangível, e nele mergulhamos em oito áreas distintas:

Análise de Contexto, Autoconfiança, Autocontrole, Conquistar e Manter Pessoas, Empatia, Leitura Corporal, Otimismo com a Vida e Sentido da Vida.

As conexões acontecem enquanto descobrimos que os nossos numerosos modelos de crenças norteiam nossos comportamentos, pensamentos, emoções, sentimentos. Pois é, a maneira como pensamos tem um papel enorme em como nos sentimos.

Na resiliência científica, é fundamental desenvolver a flexibilidade cognitiva e ressignificar nossas crenças para enxergar outras perspectivas, nos adaptarmos aos obstáculos e resolver os problemas de forma criativa.

Para mim, foi incrível ganhar este embasamento para capacitar e desenvolver novas habilidades em equipes, líderes, gestores, e assim promover comportamentos resilientes.

Acredito que um título mais adequado seria: “Não há somente um caminho a percorrer!”.

Concordam?

 

 

Angela Mota Sardelli

Psicóloga, sócia – diretora da VOX CONSULTING RH, especialista em Resiliência pela SOBRARE – Sociedade Brasileira de Resiliência, atuando há mais de 30 anos em projetos relacionados à gestão da experiência do cliente, treinamento e desenvolvimento de pessoas, e em competências estratégicas que buscam excelência no relacionamento com o mercado.

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