Resiliência em Profissionais da Saúde


20/07/2016 | Publicado por SOBRARE | Sem Comentários


Vamos apresentar para você mais um projeto acadêmico que teve como objetivo estudar a resiliência junto aos profissionais da saúde e os desafios estressantes que encontramos nesse cenário muitas vezes caótico.

O projeto foi desenvolvido brilhantemente pela aluna Ana Paula L. dos Santos, com o acompanhamento e supervisão da professora Rosana Trindade S. Rodrigues, dentro da universidade Anhembi Morumbi em São Paulo.

Os principais fatores encontrados ao longo da pesquisa e como a resiliência está presente na vida desses profissionais você encontrará no decorrer desse post.

Boa leitura!

Resumo do Projeto

Ana Paula, inicia o projeto colocando a citação da Organização Mundial da Saúde (OMS):

“Recomenda a educação focada no autocuidado como instrumento para desenvolvimento de competências e habilidades de cuidado com a própria saúde no intuito de dar suporte ao aprendizado para viver mais confortavelmente com enfermidades crônicas” (SAMPAIO; GUEDES 2012).

Apesar da recomendação da OMS, nós sugerimos que esse cuidado seja anterior ao adoecimento, e quando falamos do autocuidado estamos contemplando qualquer prática que vise manter a qualidade de vida do indivíduo, e neste caso prevenir o surgimento de doenças, o cuidado é visto como um recurso permanente e continuo de ações que promovam o bem-estar do indivíduo no longo prazo.

Resiliência em profissionais da saúde

Desta maneira para atingir um estado de bem-estar físico, mental e social, devem ser identificadas as necessidades individuais e coletivas a fim de modificar favoravelmente o meio ambiente, evitando agravos de saúde e sendo responsável por um estilo de vida saudável.

Sabe-se que mesmo com disponibilidade de tratamento nem todos os indivíduos procuram ou aderem às medidas de cuidados com a saúde.

“Alguns grupos parecem mais vulneráveis ao descuido e falta de atenção“

A autora do projeto ressalta que o autocuidado é uma prática de cuidar de si, desenvolvida pela própria pessoa. São atitudes e comportamentos que a pessoa tem em seu próprio benefício, com a finalidade de promover sua saúde, de preservá-la, de assegurar e manter a vida.

Um recurso para sobrevivência, porque, ao cuidar do corpo, não apenas a estrutura física, mas também as dimensões mental e espiritual, o indivíduo compreende melhor e de maneira mais construtiva a sua própria vida.

Os profissionais da saúde são treinados e educados para perceber as alterações do corpo do outro e a partir desta sensibilidade promover o cuidado necessário para o bem-estar do sujeito.

Entretanto este cuidado não é exercido para o bem-estar do próprio profissional, sendo assim, o profissional que foi capacitado para perceber diferencialmente as demandas do outro, não consegue desenvolver ou aplicar esta percepção em ações que contemplem o seu próprio bem-estar e a sua saúde.

O desafio

O desafio desse projeto, está em promover o autocuidado, baseados na mudança de comportamento e na eficácia na adoção de atitudes mais positivas, mesmo considerando as adversidades que o trabalho na área da saúde promove na vida destes profissionais, como questões na relação institucional, carga horária de trabalho, o enfrentamento das situações de adoecimento e morte dos pacientes, entre outras.

É essencial compreender as práticas profissionais na sua totalidade, levando em consideração os aspectos do bem-estar físico e mental e a sua relação com o campo de trabalho na vida do indivíduo.

Ana Paula traz como referência, que geralmente não se observa a preocupação com a saúde do trabalhador, principalmente na área da saúde como um todo (COSTA; LIMA; ALMEIDA, 2003).

O profissional de enfermagem encontra-se diante de inúmeras situações que desafiam as suas práticas profissionais diariamente, como por exemplo:

  • Intercorrências no plantão,
  • Inúmeras horas trabalhadas,
  • Desafios de lidar com a morte,
  • Problemas no sistema de saúde,
  • Jornadas duplas de trabalho

Esse contexto exige estabilidade emocional diante das situações adversas e personalidades Resilientes. Essa é a realidade vivenciada pelos profissionais da saúde, deste modo, eles devem enfrentar as adversidades do cotidiano de trabalho.

É diante de situações como essas que o profissional de saúde deve possuir competências para lidar com a sua pratica profissional, esse indivíduo deve ser autoconfiante, ter autocontrole, conquistar e manter pessoas, ser empático, perceber o seu corpo e ter uma boa leitura corporal para lidar com o auto adoecimento, ser otimista perante a vida e dar um sentido para a vida.

Deve assumir os 4 desafios:

  • Ser flexível,
  • Tolerante,
  • Trabalhar em equipe,
  • Lidar com as perdas e frustrações relacionadas à prática da enfermagem.

Resiliência desses Profissionais

Diante deste cenário e com estas necessidades, encontramos na resiliência, um recurso, que pode ser desenvolvido, preparando estes profissionais para o enfrentamento das adversidades, possibilitando bem-estar, qualidade de vida e saúde.

A resiliência foi assumindo conceitos diversos de acordo com a área e situação de sua aplicação. A princípio mais utilizado pela psiquiatria e pela psicologia, a resiliência foi definida como atributo pessoal, atualmente tem como uma das vertentes os pressupostos teóricos da Abordagem Resiliente e pode ser definida como a competência que uma pessoa tem de cultivar padrões de crenças, devidamente estruturados, para lidar e superar adversidades por meio de forças e virtudes, de tal modo, que resulte em comportamentos resilientes e no amadurecimento pessoal (BARBOSA; VARELLA, 2011).

Do ponto de vista prático, a resiliência representa um dos caminhos possíveis para que os profissionais de saúde possam trabalhar dando ênfase às potencialidades dos indivíduos.

A resiliência vem para romper paradigmas como um recurso inesgotável que está no indivíduo e que é passível de transformação podendo ser desenvolvido ou aperfeiçoado, ele não é estático, mas flui de um modo significativo de acordo com o meio que o sujeito está inserido (RODRIGUES; BARBOSA; CHIAVONE, 2013).

No projeto a autora identificou que compreender a resiliência sob a ótica da abordagem resiliente permite avaliar detalhadamente comportamentos resilientes e criar possibilidade de desenvolvê-los em indivíduos em condição de vulnerabilidade diante do estresse.

Acesso ao Trabalho Completo

Para ter acesso ao trabalho completo da Ana Paula, clique aqui e entre na página de publicações no site da SOBRARE.

Você que deseja elaborar o seu projeto acadêmico com o auxílio da SOBRARE e desenvolver a Abordagem Resiliente dentro do seu tema de estudo, entre em nosso site e veja como podemos lhe ajudar.

Para fechar, fica o nosso convite para você participar do 3º Congresso Brasileiro de Resiliência, que acontece agora em 12 de novembro de 2016. Todas as informações você encontra no site www.congressoderesiliencia.com.br ou clicando no banner abaixo.

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Sociedade Brasileira de Resiliência, compartilhando conhecimento em resiliência e trazendo recursos necessários para que pessoas e organizações superem suas adversidades.

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