Resiliência e saúde financeira


11/07/2016 | Publicado por SOBRARE | 1 Comentário


Mas espera aí, o que resiliência tem a ver com saúde financeira?

Tudo! A maioria das pessoas deseja ter uma vida financeira equilibrada, tendo saldo para pagar todas as contas do mês e ainda conseguindo economizar aquele dinheirinho para poupar.

O problema é que existem muitas pessoas que não conseguem encontrar esse equilíbrio, seja por falta de organização, gastos em excessos e acredite, até mesmo por desconhecer as despesas que ocorrem durante o mês.

Já aconteceu com você de achar que tem um saldo na conta, e ao acessar o seu extrato ver que o valor é muito menor do que você imaginava e não fazer a mínima ideia com o que aquilo foi gasto?

Sim, isso é comum! E respondendo a primeira pergunta lá no início do post, resiliência se aplicada no seu dia a dia pode ajudar a trazer um equilíbrio para as suas finanças.

Se você se vê diante do quadro exposto acima, aproveite esse post para entender como é possível melhorar as suas finanças. Se você já tem seu gasto equilibrado, compartilhe esse post para com aqueles que você conhece e que ainda não encontraram o caminho.

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Como resiliência pode ajudar a administrar suas finanças

Se você acompanha os posts do nosso blog, já está cansado de saber que a resiliência se baseia em oito áreas: autocontrole, autoconfiança, análise do contexto, empatia, leitura corporal, conquistar e manter pessoas, otimismo para a vida e sentido de vida.

Pode-se dizer que a área mais importante a ser desenvolvida dentro desse contexto seria o autocontrole. O autocontrole trabalha com as crenças que se refere a capacidade de administrar o emocional de modo apropriado nos comportamentos em diferentes contextos da vida, particularmente o comportamento de se comportar com equilíbrio em situações de fortes conflitos e situações de elevada tensão.

Quer um exemplo? Tem pessoas que possuem mais de 10 cartões de crédito ativos, isso quer dizer, ela gera gastos com todos os cartões durante todo o ano. Porém, quando chega ao final de cada mês, essas pessoas percebem que a despesa foi muito maior do que a entrada e o pagamento mínimo da fatura começa e a bola de neve também.

Ter autocontrole não significa apenas não ter uma grande quantidade de cartões de crédito ativos, significa também que nesse mês não é possível comprar aquele objeto de consumo tão sonhado, ou que aquela viagem com os amigos não será possível nesse momento.

Autocontrole é quando nós temos ciência do quanto temos para receber e consequentemente para gastar.

Mas então você pode dizer – Poxa, eu sempre tentei organizar minhas finanças e nunca deu certo!

Aqui temos então uma segunda área importante da resiliência para nos ajudar, a autoconfiança. Quando trabalhamos com a autoconfiança, interferimos em crenças que tratam diretamente da convicção de ser confiante em concretizar seus propósitos e ser eficaz nos projetos idealizados.

No começo não é fácil, é preciso criar estratégias e caminhos para começar a entender as suas finanças. Mas se houver persistência, irá perceber que com o tempo as informações se tornam mais claras e o seu entendimento de onde deve haver melhorias também.

Todas as outras áreas da resiliência também contribuem e muito para um equilíbrio financeiro. Se desenvolvemos empatia, podemos contar com a ajuda de outras pessoas para nos organizar financeiramente.

A análise do contexto nos ajuda a identificar no que é possível poupar ou qual o melhor investimento. Ter otimismo de ter uma vida financeira equilibrada nos ajuda a ter maior confiança para alcançar o desejado. Ter sentido de vida, faz com que nosso dinheiro seja aplicado naquilo que queremos ter como conquista.

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4 dicas para desenvolver resiliência e saúde financeira

1. A planilha dos gastos ajuda a ter autocontrole

Sabe aquela famosa planilha de entradas e gastos ou aquele aplicativo que temos no celular que exerce essa mesma função? Eles podem ajudar e muito!

É chato ficar preenchendo quanto temos de entrada e quanto temos de saída. Afinal, o dia a dia é muito corrido, gastamos um pouquinho ali e outro tiquinho aqui, não temos tempo durante o dia e ao final do dia já estamos cansados para ficar lançando tudo dentro de uma planilha ou aplicativo.

Sim, sabemos disso! Porém, sabemos também que isso é questão de costume. Quando temos essa prática todos os dias, entramos em modo automático. E é ai que vem a “mágica”, com o passar dos meses é possível visualizar com o que mais gastamos e com o que temos tido pouco investimento.

E então entra o nosso autocontrole. Se gastamos muito com alimentação, por exemplo, temos que começar a desenvolver autocontrole e adquirir meios de reduzir esses gastos. É possível comer menos, ou temos que encontrar um local mais barato? Ou levar um lanche de casa?

Enfim, a partir do momento que temos a percepção de como administramos nosso dinheiro desenvolvemos uma olhar amplo da situação e assim adquirimos maior autocontrole.

2. Compromissos financeiros ajudam a ter autoconfiança

Para te ajudar a ter uma maior equilíbrio financeiro defina um compromisso para o seu dinheiro.

Quando decidimos que está na hora de começar a poupar o nosso dinheiro para alcançar um determinado sonho, esse é o momento que nós precisamos ter maior confiança e foco.

Uma dica que acreditamos que funciona é ter um compromisso com o seu dinheiro. Juntar X reais em Y tempo. Dessa forma, temos condições de adequar o nosso sonho dentro do nosso orçamento e ter motivação para alcançar o que foi determinado. Resumindo: tenha planos para o seu dinheiro.

3. Contar com a ajuda daqueles que estão próximos

Se ainda somos jovem e gostamos de sair aos finais de semana com seus amigos, ou se já possuímos uma família constituída.. tanto faz! Contar com a ajuda dos que estão próximos a você pode ser um grande auxílio durante esse processo.

Devemos ter uma conversa com nossos familiares, amigos ou companheiros, e explicar a nossa atual situação e onde queremos chegar. Se demonstrarmos com empatia quais são os nossos planos, estratégias e o “prêmio” final, teremos pessoas importantes nos apoiando e motivando.

E acredite, eles irão até mesmo começar a fazer parte dessa trajetória. Ao invés de ir aos sábados naquela pizzaria super cara, porque não comprar os ingredientes, juntar todos e fazer a pizza em casa?

Mas lembre-se, é preciso desenvolver empatia para conquistar reciprocidade.

4. Aprenda sobre o seu orçamento para desenvolver análise do contexto

O que vamos explicar agora parece ser uma dica boba, mas acredite que muita gente não leva isso a sério. Quando eu ganho e quanto eu gasto? Você saberia responder essa pergunta de bate e pronto?

Quando nós sabemos o quanto nós podemos efetivamente gastar, dificilmente estouramos o nosso orçamento ou ficamos dependendo de cheque especial (corra do cheque especial!).

Claro que pode ocorrer uma eventualidade que exija que você tenha gastos fora do previsto, mas isso deve ser exceção. Aqui também entra outra dica, devemos ter um fundo para as emergências. Mas isso é tema para outro post.

Essas são pequenas dicas, mas se você pesquisar um pouco mais na internet irá encontrar diversos métodos de como ter uma vida financeira equilibrada. Depois de encontrar o método ideal para você, basta ir inserindo os conceitos da resiliência para ter 100% de aproveitamento.

Vale lembrar também que durante o nosso 3º Congresso Brasileiro de Resiliência, iremos ter uma palestras que irá abordar esse tema. O palestrante Stenio Almeida, Diretor Geral da Placo do Brasil (Grupo Saint Gobain), irá falar sobre “Estratégias em Segurança Financeira”.

Se você quer saber mais sobre esse evento, clique aqui.

Boa semana a todos!

Imagens: Projetado pelo Freepik

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Sociedade Brasileira de Resiliência, compartilhando conhecimento em resiliência e trazendo recursos necessários para que pessoas e organizações superem suas adversidades.

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