Resultados do Quest_Resiliência – Tabela de Categorias


30/03/2016 | Publicado por SOBRARE | Sem Comentários


Esse é um texto que ajudará muito os pesquisadores acadêmicos a compreender e interpretar os resultados encontrados após a aplicação do Quest_Resiliência.

Mas, se você não é um pesquisador(a), fique por aqui para também aprender sobre os padrões de comportamentos que evidenciam momentos de resiliência.

Vamos esclarecer quais são os principais aspectos da Tabela de Categorias, uma tabela que a SOBRARE entrega ao pesquisador, após a coleta dos dados da sua pesquisa por meio do Quest_Resiliência.

Se você deseja aprender como ter acesso ao instrumento [Quest_Resiliência] para elaborar o seu projeto acadêmico, veja essa aula que gravamos explicando todos os detalhes.

Resiliencia-e-as-Categorias

Continue lendo esse post para:

  • Aprender sobre as crenças relacionadas com a Resiliência
  • Entender quais são os Padrão Comportamentais da resiliência
  • Aprender quais são as categorias em cada Padrão Comportamental
  • Formas de analisar os resultados da Tabela de Categorias

Qual o propósito do Quest_Resiliência?

O Quest_Resiliência tem como propósito mapear as crenças que organizam o comportamento resiliente em uma pessoa. Esse mapeamento, embora individual, pode ser analisado em grupos e equipes.

Já abordamos mais afundo, aqui em nosso blog, quais são as principais características do instrumento no post Comportamento resiliente – Aplicações e propósitos da escala Quest_Resiliência. Depois você pode conferir.

O “Quest_Resiliência” é um mapeamento do sistema de crenças relacionadas com o comportamento de ser resiliente, e contribui para a identificação e compreensão da forma como se acredita que os fatos e situações adversas ocorrem na vida.

Dentro da Abordagem Resiliente, é apontado o modo como estão estruturados os sistemas de crenças vinculados com a resiliência, e de como essas crenças organizam a maneira como alguém se posiciona face aos fatores de proteção e risco presentes no ambiente.

O instrumento é dividido em duas partes que se completam.

A primeira delas traz o Levantamento Sociodemográfico no qual há um breve mapeamento do perfil e histórico do respondente.

A segunda parte do Quest_Resiliência traz 72 afirmações que expressam situações onde o respondente precisa apresentar uma intensidade da sua crença e comportamento em suas respostas.

Detalhes da Tabela de Categorias

Após a aplicação e mapeamento com o Quest_Resiliência, é apresentado ao pesquisador(a) uma gama de resultados em forma de tabelas e relatórios, onde é entregue todo subsídio de informações que são necessárias para efetuar as análises dos resultados encontrados.

Dentre os documentos que a SOBRARE entrega, é disponibilizado a Tabela de Categorias. Uma tabela que contém as informações de todos os respondentes envolvidos no mapeamento, trazendo os resultados em cada um dos Padrões Comportamentais e evidenciando em que categoria cada respondente se encontra.

Não se preocupe com os termos técnicos que estamos abordando no parágrafo acima, logo vamos explicar todos os detalhes para você entender os benefícios desses resultados entregues na tabela.

De forma resumida, a Tabela de Categorias traduz e evidencia a intensidade das crenças que organizam as atitudes e de como uma pessoa acredita que pode superar as adversidades.

Continue lendo esse post para aprofundar mais o seu conhecimento sobre esses resultados.

O que são os Padrões Comportamentais de Resiliência?

Na SOBRARE, quando pensamos em resiliência temos defendido que essa habilidade engloba a capacidade de cultivar crenças que possibilitam a organização do comportamento de superação.

Unindo a teoria da Terapia Cognitiva e a Teoria Geral dos Sistemas, podemos encontrar três padrões de se expressar o quanto desenvolvemos resiliência em determinada época da vida.

O comportamento de superação se viabiliza por meio de um padrão, que é a tendência da ação comportamental, e nomeamos essa tendência aqui na SOBRARE de Padrões Comportamentais.

Em geral, quando a ação comportamental se expressa, ela se apresenta com um padrão. O padrão evidencia a intensidade com que uma pessoa acredita e defende seu conjunto de crenças.

Dessa forma, o padrão evidencia o quanto uma pessoa age com intolerância ou com passividade diante de uma situação adversa, devido ao modo como crê em suas crenças.

De acordo com Aaron Temkin Beck, um psiquiatra norte-americano, podemos dizer que os comportamentos das respostas diante de uma situação de adversidade não são estruturados a partir do tipo do estresse vivenciado em uma determinada situação, mas, sim pelo modo como a pessoa atribui significado a tais situações.

Em geral, as estratégias de interpretação dada a cada uma dessas vivências irão se configurar de acordo com as representações que anteriormente foram atribuídas a tais situações ou em condições similares.

Exploramos afundo esse processo de construção dos Modelos de Crenças a partir das experiências já vivenciadas ao longo da vida no post 3 motivos pelos quais você não desenvolve sua resiliência.

Assim, é possível sinalizar que a interpretação ou atribuição de um significado pode variar entre o real obstáculo e o comportamento de resposta de uma pessoa para o momento adverso.

Nós elaboramos a seguinte organização:

Interpretação do Real
↑↓
Emoção
↑↓
Crenças Estruturantes que equivalem as estruturas cognitivas

Esse modelo teórico nos leva a concluir que, qualquer subsídio que venhamos oferecer a um mapeamento de resiliência com o propósito de modificar o comportamento – com vistas a um Padrão Comportamental mais resiliente, deve ocorrer sobre a forma de a pessoa processar informações – sua interpretação.

Os Padrões Comportamentais são as estruturas cognitivas localizadas na memória inconsciente que estruturam o processamento da realidade vivenciada. Já as crenças são os padrões traduzidos por meio de atitudes e palavras.

Com base nesse referencial teórico, estabelecemos 3 tipos de Padrões Comportamentais:

1 – Sobre o Padrão Comportamental de PASSIVIDADE

São aqueles comportamentos que têm na sua expressão a aplicação da intensidade às crenças típicas do negativismo e pessimismo.

Elas estruturam aquilo que identificamos de comportamentos de passividade diante das situações adversas e de alto estresse.

Não estamos afirmando que uma pessoa é passiva no decorrer de sua vida, mas sim de uma tendência de acatar ou submeter-se diante dos fatos observados no enfrentamento da adversidade.

Quando as crenças básicas antigas e os novos conhecimentos são incorporados ao processamento cognitivo dos respondentes devido a algum EVENTO CRÍTICO (atingir metas; desafios; problemas; inadequação; perdas; rompimentos; déficit; instabilidade), são impregnados de informações negativistas e pessimistas que irão resultar em um Padrão Comportamental regido pelo Pessimismo.

Resiliencia-e-Passividade

2 – Sobre o Padrão Comportamental de INTOLERÂNCIA

São aqueles comportamentos que têm na sua expressão a aplicação de certa intensidade dada às crenças características de nervosismo, ansiedade e raiva. Isso evidencia o quanto a pessoa acredita em suas proposições.

Tais comportamentos estruturam o que identificamos de intolerância comportamental diante das situações adversas e de alto estresse. Devido ao quanto de intensidade é aplicada às crenças, há uma tendência de enrijecimento dos pensamentos e, por consequência, o comportamento.

Também não estamos afirmando aqui que uma pessoa é intolerante em sua personalidade ou no decorrer de sua vida, mas sim de uma tendência em atacar diante dos fatos observados no enfrentamento da adversidade/estresse.

A isso chamamos de intolerância para com a situação de adversidade.

Resiliencia-e-Intolerancia

3 – Sobre o Padrão Comportamental de EQUILÍBRIO

São aqueles comportamentos que têm na sua expressão a aplicação de certa intensidade às crenças principais que construímos ao longo da vida e que geram uma condição de coerência de um comportamento seguro diante da adversidade.

Tais comportamentos estruturam aquilo que identificamos como excelência comportamental diante das situações de alto estresse.

A situação em que se encontra a pessoa nos dá a indicação de quanto da capacidade de flexibilizar a atualização dos modelos determinantes (flexibilidade no comportamento) há no repertório da pessoa.

Uma vez enrijecidos – para a intolerância ou para a passividade – as principais crenças da vida passam a se caracterizar como tendência de SITUAÇÕES DE VULNERABILIDADE.

Categorias dos Padrões Comportamentais

Tanto para o padrão de passividade quanto para a intolerância, foi estabelecido dentro dos cálculos estatísticos do Quest_Resiliência as categorias que identificam o quanto uma pessoa está enrijecida ou flexível dentro de cada uma das principais crenças relacionadas com a resiliência.

Foram definidas 04 categorias para mensurar os diferentes graus de intensidade que uma pessoa apresenta por meio dos seus comportamentos.

As categorias dentro da Abordagem Resiliente são:
FORTE RESILIÊNCIA
BOA RESILIÊNCIA
MODERADA RESILIÊNCIA
FRACA RESILIÊNCIA

Na tabela abaixo elaboramos uma representação dessas diferentes possibilidades para você visualizar melhor e absorver essa etapa do conteúdo.

Formas de analisar os dados da Tabela de Categorias

Como você pode visualizar na foto do documento acima, na tabela de categorias, apresentamos as informações detalhadas para identificar quais foram as categorias de cada um dos respondentes e em cada um dos modelos de crença. Para assim, também analisar qual o Padrão Comportamental que determinada pessoa se encontra e quanto ela se coloca em uma situação de vulnerabilidade ou de segurança e flexibilidade.

O pesquisador(a) que trabalha com o Quest_Resiliência em seu projeto de pesquisa, poderá analisar as porcentagens das categorias encontradas no mapeamento dos comportamentos resilientes. Identificar qual o estilo comportamental mais evidenciado dentro da pesquisa de campo, ou até mesmo correlacionar os resultados encontrados na tabela de categorias com o levantamento Sociodemográfico que o Quest_Resiliência contempla.

Para finalizar, também é possível ao pesquisador(a) pinçar um responde de sua amostra para analisar o caso isoladamente para verificar quais são as condições de resiliência do sujeito e apresentar possíveis atividades de fortalecimento e flexibilidade dentro de cada um dos modelos de crença.

Vamos as considerações finais.

Não existe uma forma correta ou pré-definida para analisar os resultados encontrados na tabela de categorias. Esse documento é enriquecedor, pois permite efetuar diferentes formas de enxergar os resultados e discutir as possibilidades de trabalhar de acordo com o objetivo de cada projeto.
Seja ele no formato de pesquisa quantitativa ou qualitativa, os resultados podem apresentar informações extremamente relevantes.

Você pode contar com o apoio da SOBRARE para ter acesso ao Quest_Resiliência e colocar todas essas informações em prática no seu projeto acadêmico. Seja na elaboração de um TCC para graduação ou pós graduação ou na jornada de desenvolver uma tese de mestrado ou doutorado.

Além da tabela de categorias e o levantamento Sociodemográfico, a SOBRARE possui outros documentos que apoiam projetos científicos e dão subsídio para expandir pesquisas sobre resiliência no Brasil.

Entre em contato para verificar como entregamos essa suporte e apoio.

SOBRARE

SOBRARE

Sociedade Brasileira de Resiliência, compartilhando conhecimento em resiliência e trazendo recursos necessários para que pessoas e organizações superem suas adversidades.

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