Para quem oferecer os serviços e processo de Coaching em Resiliência?


15/04/2016 | Publicado por George Barbosa | Sem Comentários


Como você tem percebido ao longo dos artigos, eu tenho trabalhado em temas relacionados com a escolha da metodologia de coaching e com a estruturação dessa nova profissão.

Entre aqueles que têm obtido a certificação na SOBRARE, a maior dificuldade está em conseguir se organizar para fazer a carreira decolar.

É verdade que muitos não conseguem porque ainda não têm a nova formação profissional como uma primazia. A pessoa está ainda se dividindo entre outras áreas ou ocupações e não se focou integralmente.

Por isso, nesse artigo de hoje quero me dedicar àqueles que estão próximos de iniciar a atuação ou já estão se colocaram na estrada. Embora eu saiba que estou me focando nesse público iniciante, eu tenho clareza de que o assunto de “para quem oferecer os serviços” – é essencial para coaches de uma década de experiência.

Há perguntas básicas que devemos fazer quando nos concentramos em “para quem oferecer os serviços”?

Podemos iniciar nossos planos de oferta por oferecer àqueles que, dentre a nossa lista de contatos, possuem ou não um bom modelo de enfrentamento. Sabemos que inúmeras pessoas entre os contatos têm sérias dificuldades no modelo de enfrentamento que cultivam. Alguns costuma ter a propensão de se submeter ao stress e outros de atacarem toda adversidade que lhes aparecem. São, em geral, ótimos candidatos a serem clientes para nosso Coaching em Resiliência.

Outro grupo que podemos nos focar são aquelas pessoas que são desrespeitosas para com os colegas de trabalho. São pessoas que promovem o assédio moral em outros e, em geral, no ambiente de trabalho. Mas não deixe de fora da sua prospecção aqueles que não promovem, mas sofrem o assédio moral de outros. Um processo de Coaching em Resiliência para esses dois grupos é como um bálsamo para a alma.

processo de coaching

Quem sabe não teremos sob os nossos olhares de possíveis clientes, aquelas pessoas que possuem dificuldades para serem honestas nas rotinas de trabalho. Se percebem fazendo ou tendo pequenos delitos ou maus hábitos? Nessa mesma linha de raciocínio podemos oferecer também para as pessoas que se sentem forçadas a atuarem de modo desonesto devido a pressão ou coerção de chefes e patrões. É grande o número de pessoas sofrendo dessa adversidade.

Muito próximo desse grupo de hábitos ruins, já me detive com pessoas que são contumazes, na rotina do trabalho, em falar uma coisa e praticar outra bastante diferente. Em geral, colhem muita animosidade no clima de trabalho devido a essa prática.

Muito similar a esse grupo podemos trabalhar com aquelas pessoas que costumam falar dos colegas pelas costas. Um processo de Coaching em Resiliência para esse grupo possui o mesmo significado que um santo remédio.

Mas a nossa lista de contato não se esgota aí! Entre ela estão possíveis clientes que buscam coaching devido à prática de agir com pouca calma em situações de pressão. São exacerbados, incontidos, por vezes, chamados de explosivos. Ao se preparar para entrar em contato com eles tenha em consideração aqueles contatos que costumam fazer consistente ponderação ao lidarem com as situações difíceis e desafios, e, nem por isso deixam de se beneficiar com a metodologia do Coaching em Resiliência. Provavelmente poderemos apresentar-lhes a possibilidade de irem além do que já possuem.

Mapeie aqueles que acreditam que possuem o humor imprevisível. Costumam ter sérios problemas nos relacionamentos e tendem a se tornarem mais contidos ou, o inverso, mais inconvenientes. Paralelo a esse grupo de pessoas, há como se atentar para as pessoas que costumam gerar stress em colegas. Não só pela imprevisibilidade do humor, mas por outras razões como serem meticulosos.

Isso nos remete aos contatos que sabidamente possuem dificuldades ou entram em pânico com prazos. Vivem na arte da postergação. Se é que isso é uma arte! Adquirem insônia, pesadelos, problemas de pele, infecções devido à pressão que costumam colocar sobre si mesmos. Um processo de Coaching em Resiliência para esse grupo pode significar uma ponte para um novo amanhã.

processo de coaching

Então, também podemos separar aqueles contatos que ao receberem críticas pessoais, se alimentam da raiva e de sentimento de rejeição. Em geral costumam até localizar essas percepções em alguma região do corpo como a do abdome, do peito ou da cabeça. Um processo de Coaching em Resiliência para esse grupo focalizado na Leitura Corporal é, sem dúvida, uma oportunidade ímpar para o autoconhecimento.

Também temos os contatos que tendem a planificar no curto prazo. Olham sempre até ali. Possuem dificuldades de colocar os olhos no planejamento a longo prazo. Olhos lá no horizonte! Carecem de visão, de perspectivas. E, por outro lado, os contatos que são propensos a estabelecerem prazos não realísticos para a entrega de tarefas e desafios. Sentem-se em areia movediça! Expressam insegurança e incertezas. Muito próximo desse grupo, estão aqueles que têm o hábito de darem mais feedback negativo que positivo. Costumam deixar os liderados enfurecidos e magoados por dias e até semanas.

Têm dificuldades em expressar reconhecimento fácil. Para tirar deles um “parabéns!”, tem-se que carregar um caminhão de areia. (E, por vezes, não basta!).

Isso me faz lembrar de oferecer o processo de coaching aos que possuem a vocação de reclamar sobre outros ao lidarem com conflitos. Terceirizam a queixa. Remetem a outros a responsabilidade ou “culpa”. Para esse grupo de contatos, há sempre alguém culpado! E, com isso, não posso deixar de pensar naqueles possíveis clientes que adoram impor a própria filosofia: “Esse é o meu estilo” – falam cheios de si.

Você já se deteve para analisar os resultados que tais pessoas colhem? Em particular, no ambiente do trabalho?

Não posso deixar de fora os possíveis clientes que evidenciam uma enorme falta de consideração quanto ao balanço entre a vida pessoal e a vida profissional. Respondem a Whatsapp as seis horas da manhã. Fazem conferências as nove e meia da noite.

Se percebe um desequilíbrio visível entre a vida particular e a do trabalho.

Um processo de Coaching em Resiliência para esse grupo pode significar uma oportunidade de aprender a colocar-se limites na rotina de vida. Dar a Cesar o que é de Cesar!

Bem, você deve estar achando que eu exagerei nesse texto.

Acredito que não. Primeiro eu não estou afirmando que vamos encontrar uma pessoa com todos esses traços. (Espero que não!!!). Seria algo, insano! Mas que, muito provavelmente, nossos potenciais clientes estão inseridos em um ou outro grupo. E, por isso mesmo, ao conhecerem a nossa proposta de coaching com um serviço focado no desenvolvimento da resiliência, terão muita aceitação de tal serviço.

Ao terminar, psiu!!, não espalhem -, não posso deixar de dizer que eu mesmo estou dentro de vários desses grupos.

Me enviem um comentário. Vai ser bom dividir e conhecer as opiniões de vocês.

George Barbosa

George Barbosa

Graduação em Pedagogia, em Psicologia, Mestrado, Doutorado com ênfase em Psicossomática na PUC de São Paulo. Diretor Científico e Membro pesquisador da Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE) e professor da Fundação Vanzolini (USP) e facilitador do Núcleo de Estudos em resiliência da Assoc. Bras. de Recursos Humanos (ABRH-SP). Coach certificado nas modalidades de Coaching Cognitivo de vida, Neurocoaching, Coaching Ontológico e organizador do Coaching em Resiliência (CCR). Associado PCC, MENTOR COAH e Conselheiro na Diretoria da International Coach Federation (ICF) – Capítulo Brasil, Acreditado na International Society for Coaching Psychology – MISCP e ao National Wellness Institute (NWI) e Pós-doutorando em Coaching Psychology e Resiliência (UNIRIO).

Mais posts - Website



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *