O que é resiliência? Primeiros Passos para entender


15/08/2016 | Publicado por George Barbosa | 3 Comentários


Para aplicarmos a resiliência, é essencial entendermos corretamente o conceito. Para isso, um dos primeiros passos é saber que tipos de mudanças são efetivas para a aplicação da resiliência.

Esse post foi postado em 2014, demos uma atualizada em seu conteúdo. Continue lendo para saber mais sobre:

  • O que é resiliência e como desenvolver resiliência?
  • A relação entre mudanças e resiliência
  • Mudanças Momentâneas
  • Mudanças Duradouras

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O que é resiliência e como desenvolver resiliência?

Nós já sabemos que resiliência é a capacidade que temos de nos tornarmos flexíveis em situações de dificuldades ou adversidades, por meio de um conjunto de crenças que possibilitam transcender os empecilhos da vida e imaginar um futuro com superação.

Em alguns textos, entrevistas ou artigos é possível encontrar a afirmação de que a resiliência se baseia apenas em desenvolver flexibilidade, mas essa afirmação não está correta. A flexibilidade é o produto que se obtêm quando se desenvolve a resiliência em diferentes áreas da vida. Então para esclarecer o conceito, confira quais são as oito áreas da vida que sustentam à resiliência:

Autocontrole: a capacidade de controlar o comportamento de modo flexível, controlar o temperamento, a determinação nos projetos e ter controle no impulso de agir.

Análise do Contexto: a habilidade de identificar consequências nas decisões, interpretar as situações de forma correta, ter a capacidade de analisar o ambiente para planejar soluções e analisar as razões e motivos.

Otimismo para a vida: a capacidade de confiar no desempenho, contornar os problemas, ter olhar positivo e cultivar esperança.

Leitura Corporal: capacidade que uma pessoa adquire em ler as reações que acontecem no corpo quando se o indivíduo se depara com o estresse.

Autocontrole: é a capacidade de ser confiante para concretizar seus propósitos. Para ser apto para os projetos idealizados e resolver grandes problemas. Ser capaz de enfrentar conflitos agudos e acreditar que é uma pessoa com talentos que encontra em si mesma e no ambiente.

Conquistar e manter pessoas: habilidade que o indivíduo tem em trazer pessoas para perto de si e não só trazer, mas manter junto ao longo de sua vida.

Empatia: capacidade de ter uma comunicação e reciprocidade com as pessoas, olhar para o outro e emitir uma mensagem de tal modo que o outro responda com reciprocidade.

Sentido de vida: ter razão de viver, colocar-se em segurança, ter fé na vida, avaliar riscos e ter significado e propósito para a vida.

Mudanças e resiliência

Com o conceito de resiliência esclarecido, vamos conversar então sobre mudanças.

Para começar, precisamos ressaltar que nós estamos falando de mudanças e isto não faz parte do repertório humano, nós não gostamos de mudanças.

A resiliência quando aplicada na adversidade, ela busca alterar os nosso padrões comportamentais e isso gera mudanças.

Essas mudanças precisam ser eficazes ou efetivas. Quando a mudança não se torna eficaz ela acaba prejudicando também a atuação da resiliência, sendo assim, ela se torna instável e não perdura ao longo do tempo.

Também é importante ressaltar que existem dois tipos de mudanças.

Ao longo dos anos foi possível aprender que existem as mudanças chamadas momentâneas e as mudanças que chamamos de duradouras. Continue lendo para entender um pouco melhor cada uma dessas mudanças.

desenvolver resiliência

Mudanças Momentâneas

As mudanças momentâneas são aquelas que não necessariamente geram resiliência, mas geram transformação.

Momentâneas, esse termo que costumamos usar, não quer dizer que é de baixa qualidade em hipótese alguma.

Estamos querendo dizer que ela não tem uma ação duradoura no tempo, pois elas são focadas em sistemas como o neuromuscular.

A mudança momentânea, em um período de tempo, você percebe que ela se esvanece e desaparece.

Por exemplo, atividades físicas realmente promovem mudanças na gestão do estresse, mas não são duradouras. A yoga, meditação, massagens, são atividades que promovem mudanças, mas não necessariamente trazem mudanças de longo prazo.

Vale lembrar que a resiliência atua diretamente em nossas crenças. As mudanças momentâneas por não terem uma alteração profunda em nosso modo de pensar, acaba não trazendo alterações efetivas em nossos comportamentos e naquilo que temos como verdades.

Mudanças Duradouras

As mudanças duradouras acontecem quando nós trabalhamos especificamente com as nossas crenças, quando damos um novo significado a um conjunto de crenças que geram o comportamento resiliente. Quando nós focamos nossa ação em crenças que nos tornam pessoas resilientes e que determinam o comportamento resiliente, então nós podemos promover mudanças neuroquímicas que se repercutem na qualidade do pensamento e na qualidade das redes neuronais e, mais do que isso, por um longo período de tempo.

Então, dentro desse conceito de resiliência nós entendemos que mudanças em crenças que determinam o comportamento resiliente promovem a alteração do estresse de uma forma mais perene, vamos dizer assim, duradoura.

E quando se pretende fazer este tipo de ação, quais crenças que nós devemos alterar? Quais são os conjuntos de crenças que nós devemos alterar especificamente para que sejam mudados e transformados?

São aqueles que são diretamente vinculados a resiliência. Nem todo conjunto de crença está vinculado a resiliência, concorda? As crenças que estão vinculadas ao seu time de futebol não estão vinculadas a resiliência. Agora determinados conjuntos de crenças sim, e eles tem como resultados a flexibilidade e a coerência. Quando nós focamos nas principais áreas da vida nós temos o que chamamos de mudanças duradouras.

Se temos as áreas principais da vida e que estão conectadas a resiliência, também iremos ter áreas secundárias e algumas pessoas, cremos que de maneira equivocada, colocam essas áreas secundárias como fatores que desenvolvem a resiliência. Na verdade, não são. Elas acontecem em decorrência da ação das crenças que são consideradas principais.

Agora que você já entendeu o que é resiliência e o que são mudanças momentâneas e mudanças duradouras, queremos indicar a leitura de outro post para você aprofundar ainda mais seus conhecimento em o que é resiliência. Nesse outro post nós vamos explorar ainda mais as oito áreas da vida que estão ligadas a resiliência e as áreas secundárias de cada uma das principais.

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George Barbosa

George Barbosa

Graduação em Pedagogia, em Psicologia, Mestrado, Doutorado com ênfase em Psicossomática na PUC de São Paulo. Diretor Científico e Membro pesquisador da Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE) e professor da Fundação Vanzolini (USP) e facilitador do Núcleo de Estudos em resiliência da Assoc. Bras. de Recursos Humanos (ABRH-SP). Coach certificado nas modalidades de Coaching Cognitivo de vida, Neurocoaching, Coaching Ontológico e organizador do Coaching em Resiliência (CCR). Associado PCC, MENTOR COAH e Conselheiro na Diretoria da International Coach Federation (ICF) – Capítulo Brasil, Acreditado na International Society for Coaching Psychology – MISCP e ao National Wellness Institute (NWI) e Pós-doutorando em Coaching Psychology e Resiliência (UNIRIO).

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3 Comentários

  1. Cristina Motta disse:

    Olá, boa tarde. Estou fazendo uma monografia sobre Psicologia Positiva e Resiliência para minha pós em Psicologia Positiva e gostaria de saber se vocês me disponibilizariam o questionário de resiliência de vocês.
    Obrigada e abraços, Cristina

    1. SOBRARE SOBRARE disse:

      Olá Cristina, boa tarde.
      Para pesquisas acadêmicas nós disponibilizamos o Quest_Resiliência. Porém é necessário entrar em contato conosco pelo e-mail “faleconosco@sobrare.com.br” e solicitar o uso do questionários para pesquisa.
      Abraços,

  2. Bom dia, gostei muito do artigo de vocês, estou pesquisando sobre Resiliência emocional com os professores de educação pública da cidade de Belém.



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