Nossas fortalezas no Coaching em Resiliência


06/05/2016 | Publicado por George Barbosa | Sem Comentários


Nesse post quero discutir um pouco sobre fortalezas e mudanças.

As fortalezas só fazem sentido quando temos em vista as diferentes fases de mudanças que nos vemos envolvidos.

A mudança implica em enfrentamentos de desafios, demandas e conflitos que pedem a segurança no foco de resultados em nossa vida ou de uma organização. Esses resultados podem ser entendidos como comportamentos de flexibilidade e qualidade de vida entre os envolvidos. Se pensarmos a organização como um organismo formado por pessoas, então, podemos dizer que tais resultados são tanto para a organização em si, como para as pessoas em particular que a compõe.

A resposta para as demandas advindas das mudanças é a aplicação das fortalezas dos envolvidos no processo.

É desse modo que não temos o famigerado desperdício de talentos.

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Em muitos momentos vemos nossas fortalezas como algo único, um todo, como se fosse um bloco. No entanto, há alguns aspectos que estão implícitos nesse bloco e que normalmente não costumamos analisar.

O primeiro aspecto a ser apresentado é a possibilidade de utilizarmos nossas fortalezas para o desenvolvimento de nossa liderança de pessoas.

Me refiro à capacidade de utilizar as fortalezas conscientemente para estruturar nossa liderança. E olha que aqui eu até poderia colocar a liderança na família e em outros contextos. Por ora vou ficar na organização.

O segundo aspecto que podemos detalhar é a possibilidade de mudanças em nossas percepções. Usar nossas fortalezas para nos fortalecer diante do desafio ou da mudança. Parece estranho dizer isso, não acha? Utilizar as próprias fortalezas para fortalecer a nós mesmos. Ocorre que muitas pessoas, inclusive líderes, desconhecem ou não têm ciência de quais são as suas fortalezas pessoais.

Um terceiro aspecto que podemos acrescentar são as aplicações de nossas fortalezas não com pessoas específicas, mas, sim, com grupos ou equipes. A habilidade de se colocar em processo de coaching é uma dessas fortalezas. Um grande número de líderes não se adapta ou não gosta de coaching. A razão, quase sempre, é que preferem consultoria. Na consultoria podem ter sugestões, orientações e direcionamentos de outros. Como não possuem clareza de suas próprias fortalezas, dependem do externo e não acreditam no interno. Já no coaching, a busca por soluções parte diretamente do cliente. Tudo dependerá de seu repertório interno. O alvo é trabalhar e enriquecer mais ainda as fortalezas pessoais. Um líder ciente de suas forças e potencialidades.

E, por fim, analisarmos as possibilidades das fortalezas indicarem soluções surpreendentes para nossos dilemas. A ideia é identificar mais e mais soluções estratégicas e impactantes para as mudanças em curso.

Algumas considerações: Quais são os resultados que obter ao trabalharmos cada uma dessas possibilidades dentro do Coaching em Resiliência?

A experiência tem me mostrado que primeiramente obtemos entusiasmo. Verificar que há um rol de possibilidade dentro do próprio cliente é altamente significativo para o cliente. O cliente irradia seu contentamento.

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Também tem-se evidenciado que conseguimos confiança. Me refiro a autoconfiança em suas possibilidades e iniciativa.

Percebe-se uma ampliação do pensamento, ou, em outras palavras, uma maior consciência sobre o tema trabalhado no processo. O cliente passa a enxergar a mudança a partir de outras perspectivas e sai da linha rasa e superficial. Adentra as profundezas da exploração do processo de mudanças em que está envolvido e ganha maior conscientização de seus efeitos e consequências.

Há percepção de maior energia tanto no envolvimento do Coach, como do Cliente durante o processo. Para ambos é uma jornada inspiradora.

Vê-se que a performance, o desempenho fica muito mais efetivo e assertivo. Isso porque as implicações do processo de mudança já não são vividas com medo ou pura resistência. Ele passa a ser examinado, analisado e lido como algo que pode ser enfrentado.

E, espera-se que resulte em maior resiliência para o Cliente e também para o Coach. Ambos se alimentam e se nutre da caminhada.

 

O COACHING EM RESILIÊNCIA na jornada da mudança

Nós contribuímos com o crescimento, desenvolvimento e sucesso de pessoas e organizações. Em particular, com o alinhamento das metas, expectativas e das necessidades envolvidas com as estratégias que devem ser implementadas. Isso com a finalidade de promover efetividade nas ações e assertividade nos comportamentos.

Ao focarmos especificamente nas organizações, temos que o desenvolvimento da mesma por meio do Coaching em Resiliência possa habilitar tal empresa para estar apta para o futuro. Poucas empresas se colocam na condição de estarem aptas ao futuro. A grande maioria se vê patinando, e, por vezes, estagnadas. Posicionar-se de forma apta para o futuro implica em estar com a clareza de quais passos necessitam serem dados para que se tenha um ambiente propício e favorável para que as pessoas envolvidas entreguem o melhor de si no negócio.

Por isso, em uma perspectiva de coaching, temos que entender que as organizações precisam se preparam para lidar com os “assuntos mais lógicos”, como política, estrutura, estratégias, sistemas, etc., e também dar respostas para “assuntos mais comportamentais”, como cultura, hábitos, atitudes e estilos de liderança apregoados pela organização. Essa preparação capacita a mesma a estar apta para nutrir e receber o melhor desempenho. Nesse sentido, um dos mais conflitantes assuntos atualmente, em tempos de crise, é o balanço adequado entre as necessidades da organização e as necessidades do colaborador. Por vezes, o contexto de crise supera e encurrala o colaborador de uma forma que esse se vê em dificuldades em dizer “não” à liderança da organização e faz concessões excessivas. Por exemplo, trabalhar mais de nove horas em um só dia, atender a telefonemas durante horários fora do expediente, levar horas de trabalho para casa nas madrugadas ou no final de semana.

Empresa que se permitem a tal cenário, ainda necessitam clarificar melhor as expectativas e as necessidades dos envolvidos com as estratégias que estão sendo implementadas para o sucesso de seu negócio.

O equacionamento de uma situação conflitiva como essa descrita é a organização repensar os seus “alvos” com as suas próprias “necessidades”, uma vez que já vimos no início que organizações também têm necessidades.

Tal equacionamento tem como desafio um foco panorâmico – de como um passo em uma área, segmento ou time da organização tem impactos, ressonâncias em outras áreas ou equipes.

Mesmo quando se faz a introdução de uma iniciativa que vai dar-se em um tempo futuro, – como a fusão ou abertura de uma nova unidade é sempre uma oportunidade de introduzir o Coaching em Resiliência entre os principais atores dessa mudança. Os processos de coaching que vierem ocorrer nesse caso, deverão estar voltados para os enfrentamentos necessários quando chegar o amanhã já previsto. Desse modo, garantindo um grupo de excelência em relação às habilidades necessárias para a transição, a visão alinhada com as mudanças e o comprometimento esperado para os aspectos organizacionais implícitos.

Em conclusão, vimos que a mudança é uma possibilidade que não podemos descartar. Tanto os líderes como liderados fazem parte dela e cada um com seu papel. Em qualquer contexto que aconteça há necessidade de se fomentar fatores de apoio, proteção e superação.

A SOBRARE possui parceria com quatro empresas que atuam dentro dessa lógica de resiliência:

http://www.joaomarcosvarella.com.br/coaching-em-resiliencia/
http://www.pontodepalestras.com.br/#!palestras/c1npz
https://www.facebook.com/MyraDesenvolvimentoHumano/info/?tab=page_info
http://i3gp.com.br/soraya_oliveira_5.html

George Barbosa

George Barbosa

Graduação em Pedagogia, em Psicologia, Mestrado, Doutorado com ênfase em Psicossomática na PUC de São Paulo e atualmente Pós-Doutorando no tema do Coaching em Resiliência na UNIRIO. Diretor Científico e Membro pesquisador da Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE) e professor da Fundação Vanzolini (USP) e facilitador do Núcleo de Estudos em resiliência da Assoc. Bras. de Recursos Humanos (ABRH-SP).

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