4 Aspectos Necessários para Você Agir como um Coaching em Resiliência


22/09/2016 | Publicado por George Barbosa | Sem Comentários


Hoje eu quero escrever neste post sobre um acontecimento bastante comum, que ocorre comigo quando estou trabalhando com profissionais que estão fazendo a Formação do “Coaching em Resiliência”, para terem uma especialidade a mais ou uma certificação mais enriquecida, especializada e com foco em desenvolver resiliência.

Para descrever esse ocorrido eu quero traçar aqui o perfil de uma das minhas alunas. Ela está com 49 anos, trabalhou durante 15 anos na área bancária, especificamente na diretoria e na superintendência. Depois trabalhou por alguns anos em uma empresa de agronegócio – gerenciando o desenvolvimento de novos negócios -, e, por fim, vem trabalhando como consultora há cerca de 7 anos. Sua consultoria diz respeito ao desenvolvimento de liderança e talentos.

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Um aspecto importante a ser ressaltado aqui é de que essa participante da formação do “Coaching em Resiliência” já possuía duas formações em coaching. Uma delas há seis anos e outra a dois anos atrás. Ela procurou o “Coaching em Resiliência” para poder alavancar a sua carreira. Particularmente, a atividade de coaching porque as formações anteriores não lhe deram a confiança, a especificação necessária e a projeção que ela esperava.

Durante as aulas da formação eu percebi que ela era uma pessoa que possuía enorme facilidade em aprender e principalmente de correlacionar seus conhecimentos atuais com os novos que eu estava administrando. Fazia pontes, ligações e tinha diversos insights durante as aulas.

Costumamos ter ao longo da formação a exigência de tarefas obrigatórias para os alunos. Uma delas, em outras palavras, elaborar uma breve apresentação de seu negócio na qual se apresenta como Coach.

A participante me chamou à parte e me perguntou: George, em que vou colocar o meu foco, na primeira formação, na segunda, ou no “Coaching em Resiliência”? Qual você acredita que é mais eficaz?

Bem, comecei a me questionar, qual o motivo daquela pergunta para uma profissional tão experiente e competente, como ela era.

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Foi aí que comecei a perceber que por trás de sua pergunta havia uma dúvida muito comum à maioria dos que chegam até a SOBRARE para fazer uma formação, e que já possuem um forte conhecimento anterior, particularmente quando são Consultores ou Coaches.

Tenho me surpreendido em como não conseguem vislumbrar em como os conhecimentos já adquiridos não garantem a forte confiança de um bom desempenho. De que o “Coaching em Resiliência” poderia ser um grande atrativo para cativar novos clientes e os outros conhecimentos estariam somados, acrescidos a ele.

Sem dar-lhe uma resposta direta eu lhe disse: Como fica para você se colocar o “Coaching em Resiliência” como destaque e as outras especializações como comprovação de seus conhecimentos e capacitações. Ao que ela respondeu: O que isso significa para mim, que ainda não conheço, não atuo como coaching em resiliência e, você sabe, ainda não tem uma identidade formada? Ainda não me vejo como uma Coach em resiliência!

Respondi: Oras, pode ser o começo ou pode ser o fim. Você pode ver o “Coaching em Residência” como uma grande recompensa para os seus saberes ou pode ver como uma punição, porque irá cobrir os saberes anteriores.

Ela sorriu e expressou: Háán, o que vou fazer?

Eu comentei: Você necessita consolidar um significado para si própria. Formar uma nova identidade. Mas não uma identidade que o mercado esteja pedindo, uma identidade que as exigências do mercado esteja solicitando. Mas aquela identidade que existe dentro de você, e que você já sabe que é real. E, aí sim, essa identidade produzirá a emoção necessária para você agir.

Ela sorriu e disse-me: Me dê algumas horas a mais.

Realmente isso tem ocorrido com muitos dos participantes da formação. Eles têm uma incerteza quanto à identidade. São profissionais extremamente competentes, experientes e que possuem uma rede de contato bastante significativa, mas que ainda não conseguiram consolidar, aglutinar uma identidade suficientemente forte que possa resultar em uma certeza de atuação como “Coach em Resiliência”.

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Dessa percepção há quatro aspectos que quero dividir com vocês neste post.

O primeiro deles, diz respeito ao “produzir”. Nesse caso, se refere a gerar uma força psicológica suficientemente capaz de fazer com que você se coloque em movimento. Aqui estou falando especificamente do desejo de ser. Sim, de ser reconhecido, ser apresentado.
Estou falando daquela necessidade que temos de sermos vistos como alguém que faz algo interessante, importante e bom. E isto só é possível quando nós temos uma identidade fortemente estruturada em torno de uma competência, nesse caso, a profissional.

O segundo aspecto que quero ressaltar aqui, é de que a declaração “produzir emoção para agir” tem a ver com a produção de glicose no organismo. E será essa que possibilitará com que o intelecto seja ativado. Diversas áreas no sistema nervoso central são ativadas quando o desejo ativa centros de glicose. Fazendo com que haja a sua queima no cérebro e com isso a produção intelectual que nós tanto necessitamos, quando não temos uma identidade fortemente estruturada, mas, temos no lugar dela, incertezas ou insegurança.
É colocar a nossa máquina de glicose a nosso favor.

O terceiro aspecto que quero ressaltar sobre a afirmação – produz a emoção para agir -, é de que esta afirmação por ser uma crença que mobiliza diversas estruturas cerebrais, faz com que haja também a produção de fosfato e ferro em nossos músculos, produzindo a ação que necessitamos para o desempenho.

O quarto e último aspecto que quero ressaltar dentro da expressão – produzir a emoção para agir -, diz respeito à produção de serotonina e noradrenalina no cérebro, que nos leva a ter visões de futuro, a visão de mundo necessária para que tudo comece a acontecer.

Então, concluindo, quando eu disse – produzir emoção para agir, eu realmente estava dizendo algo que acredito muito, e sei que faz diferença em nossa maneira de atuar no dia a dia, em nossa vida profissional!

Trabalhar com a emoção para agir resulta em nós, força psicológica, a utilização adequada da glicose que temos em nossas reservas, a produção de iniciativas. Diz respeito a nos movimentarmos alavancados por substâncias neuroendócrinas suficientemente boas para que possamos ver com a visão de futuro.

 

Imagens: Freepik

George Barbosa

George Barbosa

Graduação em Pedagogia, em Psicologia, Mestrado, Doutorado com ênfase em Psicossomática na PUC de São Paulo e atualmente Pós-Doutorando no tema do Coaching em Resiliência na UNIRIO. Diretor Científico e Membro pesquisador da Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE) e professor da Fundação Vanzolini (USP) e facilitador do Núcleo de Estudos em resiliência da Assoc. Bras. de Recursos Humanos (ABRH-SP).

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