Dicas para entender a relação entre resiliência e as reações do estresse que acontecem em nosso corpo


18/07/2016 | Publicado por SOBRARE | 8 Comentários


Provavelmente você já deve ter visto esse post aqui no blog sobre a relação entre o nosso corpo e a resiliência. No entanto, como ele foi publicado em 2013, resolvemos dar uma atualizada no conteúdo.

Quando buscamos desenvolver o autoconhecimento para encontrar mecanismos de desenvolver resiliência e ter equilíbrio em nossos comportamentos, é muito importante ter os cuidados necessários para analisar e entender as diferentes reações que acontecem em nosso organismo nas diversas situações do dia a dia.

Esse cuidado deve acontecer quando nos encontramos em momentos de alegrias e descontrações ou nos momentos de conflitos, angustia, ansiedade e estresse, para encontrar recursos e encarar as adversidades e o estresse de modo resiliente.

Reações do estresse que acontecem em nosso corpo

Ter conhecimento das reações que acontecem em nosso corpo, se refere ao entendimento das mudanças que ocorrem num contexto de situações adversas, de conflito, de elevado estresse, como por exemplo aceleração do coração, formigamento das mãos ou das pernas, dor no estômago, suador ou até mesmo aquela dor de cabeça inexplicável.

Essas mudanças que ocorrem em nosso corpo são decorrentes de pensamentos e crenças que regulam, por meio do sistema nervoso e muscular, tanto os movimentos quanto as reações físicas quando você está diante de tais situações de estresse.

A ideia é de que crenças desequilibradas e pensamentos imaturos de uma pessoa modulam diretamente a sua resposta corporal, gerando uma reação que altera o equilíbrio dos nervos e músculos.

Como o corpo e a mente são integrados, as alterações são percebidas quando ocorre um desequilíbrio em algum órgão ou do sistema nervoso ou muscular.

Dicas para entender a relação entre resiliência e as reações do estresse que acontecem em nosso corpo

Relação entre resiliência e as reações do estresse que acontecem em nosso corpo

As crenças e pensamentos expressos de maneira consciente ou inconsciente quando uma pessoa se comunica, evidenciam os comportamentos inapropriados e as características pessoais expressas na postura corporal assumida.

Em situações adversas de desconforto e estresse, quanto maior for o desequilíbrio entre as suas crenças e o posicionamento do seu corpo, mais visível se torna o comprometimento muscular e a rigidez diante das diferentes situações e desafios.

Então, é possível compreender que as crenças que construímos e cultivamos ao longo da vida, relacionadas com a leitura que fazemos do nosso corpo no exato momento da adversidade devem estar ligadas à intensidade e à direção de impulsos nervosos que acontecem em nosso corpo.

Assim, quanto mais harmonia houver entre os pensamentos, crenças, e as reações que acontecem em nosso corpo, maior será a possibilidade de manter a resiliência e o equilíbrio que é saudável entre as nossas reações físicas e a expressão da mente.

Quando o estresse domina o nosso corpo

Existem duas formas do estresse dominar o corpo. A primeira é você agir de forma intolerante ao que está ocorrendo com o seu corpo diante do estresse, você percebe que seu batimento cardíaco aumenta, que a sua voz saí trêmula, suas mãos suam e mesmo assim continua a ignorar todas as evidências.

Esse tipo de atitude traz a tona uma forte rigidez muscular e emocional, apresentando frágil condição de resiliência nessa área da vida havendo a tendência de inflexibilidade e inadequação por permanecer e agir com rigidez muscular, o que resulta em uma condição prejudicial para a saúde no curto e longo prazo. Dores musculares e esgotamentos emocionais são constantes e generalizados.

Nesse caso, há urgente necessidade de reverter esse tipo de atitude, por trazer uma condição de risco e com severos danos para a resiliência nessa área.

A segunda maneira do estresse dominar a leitura corporal, é quando nos tornamos passivos diante dos sinais que o corpo mostra. Por exemplo, trabalhar doze horas sentado para entregar um projeto que já está em seu prazo final e não perceber nenhum tipo de incômodo ou dores. Será mesmo que o corpo está tão bem sem receber uma pausa para ser movimentado e alongado durante um longo período de tempo?

Essa extrema dificuldade em identificar o que ocorre com o nosso corpo face ao estresse, influência diretamente sobre o controle muscular e fisiológico, denotando frágil ambiente para a resiliência nessa área da vida.

A tendência é de adotar uma postura corporal mais “largada” como estratégia, o que pode gerar sintomas como dores musculares, enxaqueca e gastrite, por exemplo. Então, é preciso ter ações que garantam coerência entre o estado emocional e a postura corporal, já que é uma condição de elevado risco, com alto prejuízo à resiliência.

Dicas para entender a relação entre resiliência e as reações do estresse que acontecem em nosso corpo

E quando estamos no equilíbrio?

Quando estamos no equilíbrio na área da leitura corporal, temos a capacidade de identificar e administrar adequadamente as mudanças que ocorrem no corpo.

As crenças que determinam o comportamento quando enfrentamos situações de elevado estresse e que estão relacionadas com a habilidade de fazer uma leitura adequada das mudanças que ocorrem no corpo, traz uma resiliência que se evidencia consistente, coerente e adequada nesta área, devido a tendência de comportamentos que favorecem o  funcionamento orgânico saudável e obtém o melhor da forma física.

Também quando diante do estresse elevado, há a propensão de comportamentos flexíveis no objetivo de conquistar saúde e bem-estar corporal.

Busque compreender as reações do seu corpo nos momentos de muito estresse ou grandes adversidades, para não sobrecarregar de modo negativo a intensidade dos comportamentos desequilibrados e ter maior possibilidade de ser resiliente e flexível para encontrar alternativas e soluções assertivas.

SOBRARE

SOBRARE

Sociedade Brasileira de Resiliência, compartilhando conhecimento em resiliência e trazendo recursos necessários para que pessoas e organizações superem suas adversidades.

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8 Comentários

  1. Ademar Gomes Cardoso disse:

    Li o texto. Assisti os vídeos.

    Tudo me fez muito bem.

    Obrigado por isto; por mostrarem caminhos os quais eu não vislumbrava.

  2. Agueda Thormann disse:

    São sempre pertinentes os textos e vídeos, acrescentam, completam o que já se conhece, ajudam a construir a ideia de resiliência e por extensão, a colocar em prática e desenvolver a resiliência pessoal. Agradecida.

  3. Etelvina Vitor dos Santos disse:

    O assunto resiliência é de meu interesse. Ler sobre resiliência mesmo que um pouco por dia, com certeza nos alicerça para que em situações inusitadas tenhamos ações e reações que não nos agridam física e emocionalmente.
    abraços,

  4. Edileuza Belmont disse:

    É sempre bom ter acesso a leituras como essa. As explicações e informações nela contidas muito enriquecem e aprofundam o conhecimento conceitual sobre a Resiliência. E, também, nos orientam sobre como desenvolver os fatores da Resiliência em nossa constituição física e mental. Logo, textos como esse nos ensinam como podemos nos tornar mais resilientes.
    Parabéns pelo belo trabalho e muito obrigada pela possibilidade de aprender um pouco mais.

  5. Entender sobre resiliência me faz poder ajudar a mim mesma e a que esta próximo (a) de mim.Obrigada pelas matérias e ricas leituras que vocês me proporcionam!!!

  6. Jucélia Souza disse:

    Sobressair através de ações positivas e com otimismo, a resiliência, com certeza pode ser dissolvida do cotidiano das pessoas.Na atualidade o tempo e a correria diários, são uns dos principais precursores da resiliência… Devemos saber administrar da melhor forma!

  7. Beni Silva disse:

    Parabéns!!!! Belo artigo.

  8. Celso Marcelo disse:

    O desafio diário é justamente fazer com que o corpo e a mente trabalhem em harmonia.



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