Desenvolva Resiliência no Trabalho para superar situação de estresse e descontrole


20/10/2016 | Publicado por SOBRARE | Sem Comentários


Você já vivenciou, ou conhece um amigo que já passou por alguma situação onde o superior de uma equipe, trata o seu time de modo inadequado ou até mesmo ofensivo?

No post de hoje queremos apresentar uma situação (fictícia) com essa primeira pergunta e lhe mostrar de que modo é possível trabalhar os comportamentos e atitudes para não perder o controle, padecer ou até mesmo adoecer dentro desse tipo de situação.

Você acredita que esse tema pode ajudar outras pessoas, então compartilhe com sua rede.

Bom, para exemplificar essa situação, será necessário que você use um pouco da sua imaginação e visualize o seguinte cenário:

Um diretor é controlador e detalhista em seu ambiente de trabalho.

Ele controla de perto toda a área de produção e acompanha cada etapa dos projetos em andamento. A princípio isso seria uma grande qualidade.

Assedio-Moral-e-Resiliência

Mas aqui, não é o que acontece. O diretor costuma recorrer a uma comunicação violenta que chega muito, muito próxima do Assédio Moral.

Seu diálogo reproduzido por um dos coordenadores:

Diretor – Você não ficou responsável por essa providência? Nós conversamos na reunião da manhã. Você se comprometeu.

Coordenador – Sim, eu me comprometi, mas até aquela hora não sabia que o material da agência não iria chegar na manhã. Só chegou ao final do dia.

Diretor – E o que eu tenho com isso? Porque você mesmo não foi lá e gerenciou os caras! O que eu preciso é do produto acabado. Aqui! Como você não monitorou a entrega? É muita negligência sua.

Coordenador – No final do dia anterior nós fizemos o monitoramento e estava tudo confirmado. Mas eles só entregaram no final da tarde e aí todo o nosso fluxo ficou comprometido.

Diretor – Sabe, você é o Pai das desculpas. Não é negligência, não. É irresponsabilidade. Agora, toca eu fazer o seu trabalho.

Esse diálogo por mais aversivo que seja, não é tão incomum no mundo corporativo. Não é raro ouvir um colega ou alguém da família relatarem xingamentos, gozações e diálogos depreciativos.

Esse é um pequeno exemplo de uma situação de estresse e muito desgastante dentro do ambiente de trabalho e que sabemos que pode tomar grandes proporções negativas ao longo do tempo.

Desaforo-e-Resiliência-1

Desenvolver a resiliência no trabalho estressante é possível?

Para a resiliência entendemos que a situação necessita de dois olhares: sobre o gestor e sobre o coordenador. Vamos detalhar um pouco começando por um breve diagnóstico.

Diagnóstico: A ocorrência evidencia algumas implicações para a resiliência de ambos. Referente à vergonha social, corrosão na autoimagem, sentimento de incompetência por parte do coordenador.

Também é possível ressaltar a desqualificação de outra pessoa, ataque por meio de adjetivos depreciativos, abuso de poder devido à função, geração de instabilidade no clima da equipe, estilo de liderança raivoso, entre outros por parte do diretor.

Para ambos, o desgaste, o estresse ruim é inevitável e nefasto à resiliência.

As pressuposições:

Não é possível evitar o estresse em situações como essa. A sabedoria está em aprender a reconhecer:

  • o tipo;
  • a qualidade e,
  • a intensidade desse estresse, afim de que se possa administrá-lo.

Quando se maneja o estresse da forma correta minimizamos as suas consequências negativas. O manejo do estresse implica em:

  • balancear o nível de estresse ruim
  • abrir possibilidades para a superação e realização do trabalho

Também visando evitar ou minimizar suas consequências negativas.

Nesse sentido a resiliência é uma útil ferramenta.

Isso porque resiliência significa sobreviver em áreas vitais como a nossa imagem e nosso desempenho no trabalho. E para tanto é necessário haver flexibilidade e equilíbrio, são caminhos saudáveis para lidar com situações estressantes e eventos traumáticos.

10 Exemplos de estratégias para enfrentamentos com Resiliência

Ao experimentar emoções fortes, como a raiva pela afronta, ou a tristeza pela humilhação.

1- O ideal, é fazer uma reflexão sobre quanto deve ser a intensidade que você vai colocar sobre essas emoções. É preciso evitar dar a mais ou a menos carga, afim de manter um controle emocional saudável.

O ruim mesmo é se trancar e guardar tudo dentro de si sem a devida consideração de quanto se deve dar de raiva ou de tristeza, assim vivendo-as desmedidamente.

2- Busque estar aberto para novas amizades e fortaleça as suas alianças na área em que trabalha e em seu entorno.

Tenha a clareza de que é sempre saudável conquistar pessoas novas e manter tais relacionamentos nutridos para que oportunidades de superação surjam por meio da rede de apoio.

3- Procure ver a situação não mais como problema insuperável, mas como uma oportunidade para você exercitar maior aprendizagem em sua autoconfiança.

Da próxima vez você estará mais forte e já terá condições de fazer um enfrentamento mais adequado.

4- Trabalhe muito a crença de que a sua mudança é o verdadeiro desafio aqui.

O investimento de ver ser feito em você.

5- Estabeleça objetivos relacionados à sua confiança, à sua autoimagem e sua capacidade de responder a feedbacks – ainda que aversivos.

Mesmo que a sua busca seja por objetivos pessoais, eles estão relacionados com o mundo do seu trabalho.

6- Procure desenvolver a capacidade de tomar ações decisivas tanto antes de suas reuniões, como depois delas.

A ideia é sermos proativos e não reativos.

7- Fique atento às oportunidades e autodescobertas no ambiente que favoreçam colocar limites à abusos e excessos nas relações interpessoais.

Use sua criatividade para ser otimista e realista no sentido de que vai encontra-las.

8- Ninguém melhor que você mesmos para nutrir pensamentos e comportamentos positivos.

9- Não importa a idade, aprenda a ler o que ocorre em seu corpo em situações de alto estresse. Saiba falar sobre suas próprias reações.

É bastante frequente quando perguntamos para uma pessoa que passou por uma forte situação negativa, o que passou no seu corpo durante essa experiência e elas responderem: Não sei! Áh, sei lá. Não notei.

Uma boa resolução do estresse ruim pede uma atenção cuidadosa com o que se passa no corpo.

10- Desenvolva a sabedoria em como cortar, adiar / atrasar as atividades que podem aumentar o estresse em sua vida.

Pode-se concluir

A ideia geral, para concluir, é identificar as formas que possam funcionar bem para cada um de nós. Lógico, trata-se de um treino pessoal, e não uma fórmula ou receita.

É um treino de nossa parte para compor as nossas estratégias pessoais em como promover a resiliência no ambiente de trabalho.

Aliás, essas estratégias serão o foco de várias palestras que ocorrerão no 3º Congresso Brasileiro de Resiliência, agora dia 12 de novembro próximo.

Nesse evento teremos as conferências relacionadas com esse tema:
“O cuidado da minha resiliência pessoal e profissional”
“A carreira profissional como fator de proteção pessoal”
“Uma proposta de práticas para gestão de pessoas ancoradas na resiliência”.

Busque sempre debater sobre como você pode desenvolver e incrementar a resiliência pessoal e profissional em busca de superação e equilíbrio.

SOBRARE

SOBRARE

Sociedade Brasileira de Resiliência, compartilhando conhecimento em resiliência e trazendo recursos necessários para que pessoas e organizações superem suas adversidades.

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