A dança do Coaching em Resiliência


22/07/2016 | Publicado por SOBRARE | Sem Comentários


Coaching em Resiliência pode-se definir como um Contrato Formal de Trabalho no qual perguntas relacionadas à resiliência são delineadas, de um modo que, contribua para alavancar e dinamizar o potencial em outras pessoas. Esse perguntar se dá por meio da aprendizagem que o Coach e Cliente fazem da exploração e da descoberta de novas verdades, convicções, opiniões e crenças que geram como resultados de suas reflexões a concretização daquilo que foi almejado para o processo ou uma sessão de coaching.

E, em geral, o que é coaching?

Coaching, normalmente, tem sido uma terminologia utilizada para evidenciar uma distinção que ocorra entre um conjunto de atividades e aquilo que se deseja ter como resultado.

Exatamente essa generalidade revela o quanto é importante esclarecer e explicar o tipo de coaching praticamos com cliente particulares e as organizações. Essa clareza também é essencial quando se refere ao entusiasmo criador que temos na formação de novos Coaches na metodologia do Coaching em Resiliência.

Nas diferentes modalidades o coaching pode ser entendido como um processo no qual um cliente é o autor de suas decisões, e suas percepções vão sendo elaboradas em passos concretos a serem exercitados na rotina de vida. A boa notícia aqui é que tais passos, por serem estrategicamente estruturados a partir dos resultados da Escala QUEST_Resiliência, eles têm a característica de serem focados, excepcionais e avançadíssimos no que se refere a superação de seu autor – o(a) cliente.

As ferramentas que utilizamos aqui são as premissas das Terapias Cognitivas e o pensar psicossomático e cada movimento do Coaching em Resiliência é um esforço na busca de progresso para o amanhã.

O coach convida o cliente a lançar uma âncora para o seu FUTURO para que este se torne no seu PRESENTE. Aliás, essa já é uma das Competências esperadas por um Coach filiado à International Coach Federation (ICF).

As competências são “Conduta” como Coaches, que necessitamos apresentar durante uma sessão de coaching e que nos diferem do conversar de outras profissões.

Martin Seligman e Myhaly Myhalyi nos fala em termos nobres virtudes ao conversarmos e interagirmos com outros. No coaching temos um rol de, pelo menos, onze condutas que nos pautam em nosso desempenho. Me refiro propriamente à capacidade de formular um acordo preciso com o(a) cliente. A força da presença durante o transcorrer da sessão. Aquela capacidade de escutar o que nos é dito e muito do que não é falado com palavras. Como também a potência de nos comunicarmos de modo efetivos dando e gerando feedbacks. Mas também a competência de se organizar ao longo da sessão tendo como parâmetro os marcos das Competências Essenciais.

Indo além ao demonstrar a competência de gerir o modelo de aprendizagem do(a) cliente e trabalhar em sintonia com tal percepção. Percorrer esse trajeto por meio da competência de fazer um questionamento instigante e voltado para a pessoa do cliente e não para seu drama ou problemática. Essas condutas conduzem o coach a utilizar uma fala clara e direta. É específica e focada naquilo que necessita vir a tona em termos de recursos internos e potencialidades.

Como não poderia deixar de ser, todo esse conjunto de condutas resultam na competência de produzir ampliação do pensamento e da consciência em ambos. Coach e cliente começam a se ressignificar.

O(a) cliente está em uma idade de transição entre sua juventude e maturidade.

Nesse tempo de mudanças o(a) cliente percebe que sua vida profissional é desalentadora e frustrante no que se refere à beleza de sua vida. O(a) cliente atenta também que não houve progresso em sua trajetória e que necessita se rever com urgência. Porém, demonstra ter o pensamento vago e com pouca objetividade. A maioria de suas frases são frases com forte carga emocional e não voltadas para a concretização de seus objetivos. Há certo lamento e revolta com o resultado que obteve até aqui.

É com esse contexto que inicio a primeira sessão de coaching com ele(a).

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Como é a metodologia do Coaching em Resiliência?

O período mais fácil dessa sessão foi logo no início quando apresento a ela o que é o Coaching em Resiliência. Devido à experiência no trabalho dela com a administração de um escritório, não apresento todos os instrumentos e papeis de uma só vez. Vou fazendo aos poucos durante as primeiras sessões do coaching. Dou foco maior no contrato e, em especial, na confidencialidade de sua imagem e assuntos tratados. E também, durante o estabelecimento do contrato de coaching, solicito à cliente o quê ela quer trabalhar e explorar comigo nesse processo.

A seguir começo a explorar a razão que a trouxe para o processo do coaching. Estou atento, nesse momento, para a necessidade como Coach, de confirmar a agenda da cliente e mantê-la significativa para a própria cliente, para que eu possa me manter focado ao longo das sessões no futuro.

Faço um levantamento a respeito de outros pensamentos sobre o que ela pensa quanto a essa solicitação (compromisso inicial que traz para a conversa de coaching), para nós dois termos a exata noção dos resultados desejados por ela e termos um movimento claro em direção ao progresso dela própria.

Com o transcorrer da conversa de coaching procuro estar em silêncio e falar o suficiente para ela desenvolver confiança e a necessária intimidade na sessão de coaching. Já pela conversa anterior que tive com a cliente, antes dessa sessão inicial, eu já havia tido a clareza de que um coaching focado especificamente na resiliência a ajudaria muito. E nesse momento da conversação, vejo que consigo realmente entender as necessidades dela e as mudanças que ela almeja obter com o processo do coaching.

Quando a cliente inicia a organização de seu pensamento para estruturar um compromisso de trabalho entre eu (coach) e ela (cliente), procuro envolve-la fortemente no desenvolvimento e na criação dessas novas percepções. Nessa fase estruturo a minha presença de coaching por meio de momentos de silêncio mais longos. A cliente trabalha concentrada e envolvida com sua produção.

Na etapa final, quando a cliente chegou ao momento de explicitar o compromisso que veio trabalhar, então ficou evidente as dificuldades da cliente em cultivar a objetividade e foco em suas necessidades. A cliente começou a generalizar, divagar e ter dificuldades em elaborar o pensamento que representaria sua demanda no coaching. Precisei fazer perguntas estratégicas e circulares para leva-la ao foco e eixo de seu pensamento. A cliente nessa etapa, por várias vezes, perguntou minha opinião e solicitou minhas sugestões. Mantive-me com a clareza de estimular a geração de ideias e soluções vindas dela mesma e não de mim. Que ela fosse a protagonista de nossa jornada. Ela, até sugeriu que eu formulasse o pensamento para ela! Já imaginou isso?

Foi necessário não dar informações diretas e oferecer as mesmas pistas que ela mesma já havia me dado no desenvolvimento das atividades. Utilizando a própria argumentação e pensamento da cliente foi possível confrontá-la em dois momentos para que atentasse ao eixo central de sua agenda – estruturar condições para o sucesso profissional.

A partir desse momento eu e ela estávamos preparados para aquelas etapas como descritas no post Como pensamos na avaliação das etapas do Coaching em Resiliência que trilharmos uma longa jornada de 24 encontros.

A nossa conclusão foi voltada para os registros dos achados e conclusões da cliente para que ela própria pudesse ter a oportunidade de compreender a riqueza de registrar e avaliar o seu processo no Coaching em Resiliência.

É por tudo isso que eu vejo como fascinantes esse dançar que eu e os clientes temos em nossos encontros de coaching.

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SOBRARE

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Sociedade Brasileira de Resiliência, compartilhando conhecimento em resiliência e trazendo recursos necessários para que pessoas e organizações superem suas adversidades.

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