Artigos sobre resiliência – Como escrever um artigo e utilizar a escala Quest_Resiliência


09/03/2016 | Publicado por SOBRARE | Sem Comentários


O que é necessário aprender para interpretar os resultados obtidos com o Quest_Resiliência e elaborar artigos sobre resiliência ou até mesmo uma monografia ou tese?

É extremamente relevante, para construir uma pesquisa sobre resiliência, contar com o apoio de um instrumento de mensuração que possibilita mapear e identificar comportamentos resilientes.

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Por meio do instrumento de mensuração, é possível levantar todos os dados que são relevantes na análise dos comportamentos resilientes de uma determinada população de estudo. E assim, encontrar caminhos para visualizar as principais características da resiliência de um grupo e responder as hipóteses levantadas no início do projeto.

Esse não é um texto que irá lhe mostrar quais são os detalhes do instrumento ou de que modo você pode ter acesso ao Quest_Resiliência para elaborar o seu trabalho. Temos uma vídeo aula que aborda esse tema com profundidade.

Mas, continue lendo para encontrar informações sobre:

  • Como elaborar o seu referencial teórico com base na Abordagem Resiliente.
  • Como efetuar a análise dos resultados obtidos com o Quest_Resiliência.
  • Quais conclusões você chegará com os resultados encontrados.

No final do texto você terá uma nova visão sobre as possibilidades de estudar resiliência e alcançar o seu objetivo de estudo, com base em resultados estatísticos.

Primeiro é extremamente importante você saber que algumas pesquisas, por vezes, se desenvolvem com um tema central aliada ao tema da resiliência e não exclusivamente com o tema da resiliência.

Por exemplo: A qualidade de vida de pessoas na melhor idade ou outro assunto que está sendo pesquisado.

Isso só não ocorrerá quando a resiliência for o único tema em evidência na pesquisa. Nesse caso, o pesquisador está buscando compreender como se dá a resiliência em sua população de estudo.

A seguir, você vai encontrar o delineamento de como deve ser o olhar do pesquisador ao longo da construção de sua pesquisa ou artigos sobre resiliência:

Artigos sobre resiliência_02

Na seção de Referencial Teórico (em artigos sobre resiliência):

● Comece com os primeiros passos e busque se familiarizar com a estruturação do seu texto lendo antes os projetos já desenvolvidos com o instrumento. Mesmo que o tema não seja no mesmo campo do conhecimento que o projeto que você está desenvolvendo, é extremamente importante conhecer a visão de outros pesquisadores e como eles trabalharam os resultados encontrados em suas pesquisas. No site da SOBRARE, você encontra diversas publicações de artigos sobre resiliência, monografias e teses que realizaram estudos com o Quest_Resiliência.

● Comece no texto a descrição de cada MCD e suas categorias. As informações e definições sobre os MCDs você pode retirar também das dissertações / teses publicadas na página publicações da SOBRARE ou no livro “Roteiro dos índices de resiliência”.

Na seção de Análise dos Resultados:

● Descreva em seu texto os dados encontrados na população da pesquisa e indicados na Tabela Sociodemográfica. Construa as várias tabelas ou gráficos para idades, religião, sexo, instrução, região, doenças e todos os dados que sejam pertinentes para sua pesquisa. É melhor fazer uma tabela para cada um desses aspectos sociodemográficos. Facilita muito na discussão dos dados. A descrição de sua população é essencial para que na discussão você possa fazer consistentes inferências. Uma rica discussão pode ser elaborada entre os dados da tabela “doenças” com “sexo” “idade”, etc. O Quest_Resiliência, também vai lhe disponibilizar esses resultados Sociodemográficos.

● Elabore uma redação descritiva do número encontrado de respondentes em cada uma das colunas (internamente nas colunas) e descreva a porcentagem correspondente (acima da coluna), mencionando sempre a que tabela ou gráfico se referem.

● Com a tabela de categoria, faça os levantamentos das porcentagens encontradas em cada Categoria (Condição de Resiliência), nos 08 MCDs (um a um).

● Faça um gráfico para cada MCD, indicando as porcentagens. Haverá oito colunas e, em cada uma das colunas, coloque internamente o número encontrado de respondentes e acima da coluna a porcentagem correspondente. Essa providência irá facilitar sua descrição dos dados. Nota: Alguns pesquisadores preferem fazer essa etapa com tabelas distintas, apresentando em cada tabela uma das possibilidades. Fazer dessa forma é uma decisão de estilo, fique à vontade entre a escolha de tabelas ou gráfico.

● Faça as interpretações, observações, inferências possíveis, porém, sempre evidenciadas em seus dados.

Na seção de Conclusão:

● Demonstre os achados de sua pesquisa seguindo a ordem: conclusões da ordem sociodemográfica e conclusões quanto à intensidade ou frequência nos MCDs. A partir das consistentes interpretações que realizou, finalize com suas possíveis contribuições para a comunidade acadêmica. Suas sugestões podem contribuir para a formulação de novas práticas, novas pesquisas ou políticas públicas.

● Não misture ou compare dados de um MCD com outro. Cada MCD é uma “fruta diferente da cesta de frutas, que não se mistura com as outras”. Ao final, na discussão, você pode fazer inferências de como um MCD pode alavancar outro(s). Mas, são inferências suas. Tal como nós costumamos dizer que abacate fica bem com banana quando estão juntos em uma vitamina com leite. Ocorre que isso é só inferência, porque há aqueles que gostam de banana e não de abacate. E há outros que já não gostam dessas frutas misturadas ao leite. Cada MCD tem sua vida própria, embora estejam todos compondo a cesta de frutas sobre a mesa, nesse caso a nossa resiliência. Veja o vídeo que mostra essa clareza sobre a interligação dos MCDs.

● Não cometa o erro de afirmar que algum integrante da pesquisa “é resiliente”. Sempre refira que: o(s) participante(s) está com uma condição de resiliência “…” na pesquisa realizada.

● Muito cuidado para não focar na ou fazer uma argumentação teórica a partir da revisão de literatura que se fundamenta em modelos Biomédicos. Esse tipo de modelo costuma traçar suas ações e suas análises buscando compreender, estudar e discorrer sobre como funciona a doença, a patologia e não como se dá a saúde, o bem-estar e fortaleza na pessoa. Em resiliência, o nosso foco é nas potencialidades que a pessoa tem. Saberemos as suas vulnerabilidades como consequência do nosso estudo sobre as suas forças e não como nosso objeto de estudo principal.

Importante ressaltar:

● Ao definir resiliência, tenha todo o cuidado para não fazer afirmações apenas de autores das décadas entre os anos 60 e 80. Em muito, eles já foram superados pelas pesquisas advindas depois dos anos 90. Para definir o conceito de resiliência, recorra aos autores pós 2000. Porém, os anteriores, com certeza, deverão estar presentes e contemplados na revisão bibliográfica e no decorrer do seu texto.

O objetivo desse post é contribuir com informações introdutórias de como é possível analisar e escrever sobre os resultados que o Quest_Resiliência proporciona para os pesquisadores que estão elaborando um projeto de pesquisa ou artigos sobre resiliência.

Cada projeto tem o seu objetivo específico e hipóteses bem diferentes um dos outros, mas com essas informações já é possível iniciar a análise dos resultados encontrados e seguir em direção ao caminho que você deseja alcançar com o seu estudo.

Se você ainda não iniciou a sua pesquisa para elaborar um artigo científico sobre resiliência, uma monografia ou tese sobre o tema, entre em contato com a SOBRARE para solicitar instruções de como ter acesso ao instrumento – Quest_Resiliência.

Para nós é muito importante que você deixe o seu comentário, para que possamos juntos fomentar esse debate sobre diferentes olhares da análise dos resultados, encontrados no campo da resiliência.

SOBRARE

SOBRARE

Sociedade Brasileira de Resiliência, compartilhando conhecimento em resiliência e trazendo recursos necessários para que pessoas e organizações superem suas adversidades.

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