Coaching em Resiliência no Dia a Dia dos Líderes


01/04/2016 | Publicado por George Barbosa | Sem Comentários


O blog internacional blastingnews.com divulgou em sua página que cerca de 90% dos executivos brasileiros estão se estruturando para cortar as despesas com o pessoal e, sabemos que, os cargos de liderança são os primeiros da lista por serem aqueles que mais impactam nos números. A argumentação mais comum é que tais lideranças são demitidas por baixos resultados e má performance.

No final de 2013 já se teve notícias que de 2010 a 2012, havia ocorrido um salto de 30% para 65%. Repito, os indicadores de demissões de líderes em 2012 subiram para 65% e em 2016 para 90%. Quase todos os executivos estão considerando cortar alguma liderança.

Essa informação sempre nos trouxe grande estranheza. Principalmente porque os nossos líderes até esse tempo eram elogiados e procurados como profissionais valiosos.

Coaching e Resiliência

O que aconteceu com as nossas lideranças?

A hipótese mais plausível que levanto é que devido à mudança da natureza da crise no mercado nacional e global, os próprios líderes não se deram conta das mudanças que estavam em curso.

A consequência imediata foi que a quantidade de empresas que oferecem gratificação em dinheiro na hora da demissão caiu de 58% para 25%. Além da demissão, há pouca recompensa. O bônus está mixuruca! E a consequência mais tardia, está sendo a ameaça da demissão.

Até 2010 tivemos um cenário de crise que costumo chamar de “problemas estruturais e fiscais”. Esse panorama se caracteriza por enormes dificuldades na produção, na logística e nas áreas relacionadas com compliance. Além de uma tonelada de impostos.

Nesse ambiente as nossas lideranças nadaram de braçadas. Foram criativos para vencer as dificuldades de produção utilizando os recursos que tinham em mãos. Por outro lado, recorreram ao jeitinho brasileiro para superar as dificuldades fiscais e legais para conseguirem entregar seus produtos ou serviços face as toneladas de impostos.

O fato é que diante dessas novas condições as respostas antigas, dos líderes brasileiros, não continuaram garantindo a entrega com boa qualidade.

A crise na gestão estratégica se destaca por impor demandas de outra ordem aos líderes. Refiro-me, em particular, a dois aspectos centrais – a alta capacidade de inovar e a gestão inteligente de talentos. Inovar em serviços e produtos se tornou imprescindível.

Somente ações e atividades com olhar de inovação se sobressai nos mercados internos ou externos. O mesmo de sempre, em poucas situações consegue bons resultados. Os tempos estão para inovar.

E, é exatamente nessa conjuntura que o Coaching em Resiliência faz todo o sentido no dia a dia dos nossos líderes, e, em particular, o coaching que se foca na resiliência da vida de líderes dessas corporações.

Coaching e Resiliência

Coaching e Resiliência

O coaching com esse enfoque contribui para desenvolver a habilidade de “ver, mesmo em meio ao stress”.

Estratégias novas e fundamentais podem ser orquestradas para se aprimorar a identificação de pistas, de sinais e de informações que enriquecem a organização de novas soluções para ambientes de pressão e competição.

É tudo que um ambiente como esse que estamos vivendo requer!

Outro ganho com essa modalidade de coaching é investir forte na capacidade de direcionar estrategicamente a confiança do executivo. Em meio à tensão, os líderes costumam se tornar tendenciosos em se auto afirmar em sua experiência e coragem em fazer o dobro do que sabem fazer. O mesmo do mesmo, sempre e dobrado!

O Coaching em Resiliência aqui previne a possibilidade de haver o mesmo do mesmo, que tanto empobrece as chances de se reinventar.

Outra faceta do Coaching em Resiliência, é contribuir para que o líder envolvido em seu processo expanda as suas habilidades de trazer e manter pessoas para junto de si. Um grande perigo nesses momentos é acabar sozinho sem poder contar com a criatividade e o oxigênio dos pares, de colaboradores e até mesmo de suas próprias lideranças.

O líder pode agir muito sozinho e não permitir que haja a ventilação necessária no ambiente da sua gestão. Pessoas fundamentais para o resultado correm o risco de serem silenciadas ou desligadas em função de uma inabilidade em agregar talentos.

Por fim, quero ressaltar que, em momentos como esses de crise, é fundamental saber ser empático com pares e liderados mais próximos. Todos necessitam participar ativamente com o melhor de seus talentos para somarem nas decisões e com isso gerar efeitos positivos no ambiente hostil.

E ao líder que vivencia a resiliência, cabe a tarefa de se comunicar de forma empática para encontrar tais contribuições.

Compartilhe suas percepções conosco, vamos construir juntos um clima melhor para nossa vida profissional.

 

Imagens: Projetado pelo Freepik

George Barbosa

George Barbosa

Graduação em Pedagogia, em Psicologia, Mestrado, Doutorado com ênfase em Psicossomática na PUC de São Paulo. Diretor Científico e Membro pesquisador da Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE) e professor da Fundação Vanzolini (USP) e facilitador do Núcleo de Estudos em resiliência da Assoc. Bras. de Recursos Humanos (ABRH-SP). Coach certificado nas modalidades de Coaching Cognitivo de vida, Neurocoaching, Coaching Ontológico e organizador do Coaching em Resiliência (CCR). Associado PCC, MENTOR COAH e Conselheiro na Diretoria da International Coach Federation (ICF) – Capítulo Brasil, Acreditado na International Society for Coaching Psychology – MISCP e ao National Wellness Institute (NWI) e Pós-doutorando em Coaching Psychology e Resiliência (UNIRIO).

Mais posts - Website



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *