De que forma o Autoconhecimento pode Fortalecer as suas Crenças Positivas?


06/07/2017 | Publicado por SOBRARE | 1 Comentário


Quanto você conhece das suas próprias verdades?
Quanto você sabe das suas convicções?

Conseguiu responder rapidamente? Essas respostas dependem muito do nosso autoconhecimento. É o autoconhecimento que nos leva a sabedoria de quais são as nossas crenças e convicções, e de que forma essas verdades nos alavancam ou nos limitam.

Ano passado nós escrevemos um post aqui no blog falando sobre o que são crenças limitantes, porém sentimos falta de compartilhar com vocês o que são as crenças que nos potencializam, que nos fazem transcender.

Então continue a ler esse post para entender melhor sobre:

  • Como identificar nossas crenças por meio do autoconhecimento?
  • O que são as crenças que nos alavancam?
  • Como construir crenças que nos potencializam?
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Como identificar nossas crenças por meio do autoconhecimento?

Ao longo da nossa vida nossa mente vai criando diversas crenças. Essas crenças podem ser constituídas por conceitos, imagens, palavras, julgamentos, a educação que recebemos, o nosso convívio com a sociedade, etc.

Todo esse ruído faz com que a nossa mente entre em um estado condicionado. Nos acostumamos a pensar e interpretar o mundo de uma determinada forma devido as crenças que são construídas desde a infância.

Sair dessa zona habitual no modo de pensar nos leva ao autoconhecimento. Podemos dizer que o autoconhecimento é quando passamos a usar a mente a nosso favor e não permitimos que ela nos use. Sim, se deixamos a nossas crenças controlar a vida de um modo automático, damos todo o poder a nossa mente e permitimos que ela conduza da forma como ela acreditar ser o modo correto.

E de que forma isso pode nos prejudicar? Por exemplo, se uma pessoa teve uma infância difícil, com diversos conflitos e adversidades e passa a ter pensamentos agressivos, a mente vai acumulando aos poucos essas emoções e pensamentos, criando uma energia no corpo que podemos chamar de raiva. O acúmulo dessa forte raiva pode até mesmo gerar mudanças bioquímicas no corpo, e podem ser representadas tanto no aspecto físico quanto emocional.

Se a mente é condicionada aos pensamentos negativos, provavelmente essa pessoa do exemplo acima irá se habituar a pensar de que ela está fadada a viver uma vida de conflitos, já que essas são as crenças que estão enraizadas.

Mas e se formos pensar nos pequenos momentos de alegria que essa pessoa teve? E da força que ela precisou ter para enfrentar os conflitos? E os momentos de vitória quando superou alguma adversidade? E o carinho/apoio que recebeu dos pais, amigos, parentes ou de um vizinho?

O autoconhecimento é a retomada do controle. Isso significa, permitir que a emoção (positiva ou negativa) esteja ali, sem deixar que ela assuma o controle. Você é o controle, e não a mente.

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O que são as crenças que nos alavancam?

Se nós temos o controle, então é possível balancearmos o uso das nossas verdades e comportamentos em determinadas situações. Concorda que, em uma situação de perigo o medo pode ser um excelente aliado? Ele irá nos deixar em um estado de alerta nos proporcionando o cuidado de nos posicionarmos com segurança.

São nessas horas que precisamos ter a clareza de quais são as crenças que podem nos alavancar, que nos tornam maior. As crenças que nos alavancam são aquelas que ainda não experimentamos, podemos assim dizer. São aquelas que estimulam nossas capacidades e competências que estão no nosso inconsciente, e que dificilmente são acessadas para gerar resultados positivos. Essas crenças nos permite descobrir do que somos capazes. Claro que não garantem 100% de êxito, mas nos proporcionam novos recursos.

Quando buscamos alcançar essas crenças que nos potencializam, conseguimos abandonar nossa percepção atual da realidade, que por vezes nos torna limitantes, e passamos a experimentar uma nova dimensão de sensações e comportamentos, alimentando uma AÇÃO DIFERENCIADA e seus resultados se tornam um APRENDIZADO.

A ação diferenciada faz nós avançarmos para os nossos compromissos de vida, vivendo os nossos valores e pondo em prova as nossas crenças a respeito de nós mesmos e dos outros.

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Como construir crenças que nos potencializam?

O passo mais importante do autoconhecimento para gerar crenças que potencializam é nos tornamos plenamente conscientes de nossas emoções e sermos capazes de identificá-las e senti-las. Quando uma crença nos domina, a nossa mente faz com que desejamos alimentar cada vez mais essa crença.  Se é uma crença que nos limita em uma determinada situação, passamos a ser vítimas desse pensamento automático.

É claro que geralmente não temos consciência dessa limitação e afirmamos que não queremos agir desse modo. Mas, preste atenção e poderá ver que seus pensamentos e comportamentos estão programados a continuar a agir da mesma forma, é um condicionamento habitual. Então:

  • Esteja presente e consciente de seus comportamentos e crenças.
  • Reconheça os processos que ocorrem dentro da sua mente e corpo.
  • Não se julgue, apenas observe o que está acontecendo dentro de você.

Pense, de que modo posso agir diferente? De que modo posso exercitar minha resiliência dentro dessa situação?

Além dessa análise, alguns pontos também são importantes de ressaltar:

  • Comece a entender que não há um fracasso, as adversidades da vida podem ser uma aprendizagem para você
  • Se não conseguiu o seu objetivo, somente significa que ainda não o alcançou
  • Os recursos estão dentro de nós,  no nosso inconsciente, precisamos aprender a acessar esses recursos positivos e coloca-los sobre a luz.

Todo comportamento tem um propósito, então:

  • Qual é o seu propósito em uma determinada situação?
  • Você está agindo de acordo com o que busca?
  • Seus comportamentos condizem com o que você deseja alcançar?
  • Seus pensamentos e aquilo que você diz vão ao encontro do que você precisa e geram uma intenção positiva?

Então vamos finalizar…  Ao longo da nossa vida nossa mente vai criando diversas crenças. Esse ruído faz com que a nossa mente entre em um estado condicionado. Sair dessa zona habitual no modo de pensar nos leva ao autoconhecimento.

O autoconhecimento é a retomada do controle. Isso significa, permitir que a emoção (positiva ou negativa) esteja ali, sem deixar que ela assuma o controle. As crenças que nos alavancam são aquelas que ainda não experimentamos. Acessar o inconsciente e trazer nossos recursos positivos a tona é o nosso desafio.

É possível! Se nós criamos a nossa própria realidade, todas as respostas estão dentro de nós. 

Aqui no blog tem diversos artigos que podem começar a ajudar você a alcançar o seu autoconhecimento:

Além disso, também tem o nosso canal no Youtube. E você, como tem buscado encontrar os seus recursos positivos? Conte para nós, será um prazer ler a sua história. 😉

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Sociedade Brasileira de Resiliência, compartilhando conhecimento em resiliência e trazendo recursos necessários para que pessoas e organizações superem suas adversidades.

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1 Comentário

  1. Ezequiel de Oliveira (G_Fil 1S14 S6) disse:

    Olá Dr. George!
    Este artigo é maravilhoso!!!
    Tenho minhas duvidas quanto a responsabilidade do inconsciente sobre as crenças.
    Entendo que as crenças são como códigos instalados no superego (recalque), uma vez que Freud o descreve como o grande responsável pela forma do homem acreditar. O inconsciente (desejo) não tem como ser tratado. O sr. concorda?
    Na Tcc o segredo esta no processo de ressignificação, este é fantástico, pois pode possibilitar um novo sentido para a crença que se tem sobre o desejo. Podendo permitir ao individuo um novo sentido para o próprio desejo. Quando visualizo o estar resiliente como eixo fundante do processo de aprendizagem, entendo a importância do fator de proteção no processo de aprendizagem. Quando trabalho com psicoeducação possibilito ao individuo a aprendizagem sobre o controle de seu sistema cognitivo e estilos comportamentais, isto o aproxima do conhecimento sobre o Estilo Comportamental de Equilíbrio, uma vez que é uma habilidade que pode ser aprendida, o aproximando do autoconhecimento. Permitindo ao individuo escolhas comportamentais mais favoráveis diante da adversidade, proporcionando a redução dos níveis de estresses.
    Tem lógica este raciocínio?
    Gratidão
    Ezequiel de Oliveira



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