5 filmes que retratam conceitos da resiliência


04/07/2016 | Publicado por SOBRARE | 2 Comentários


Em Março deste ano, nós publicamos aqui no blog 6 TEDs talks sobre equilíbrio emocional que você deveria assistir. Todos traziam aspectos e conceitos que estavam relacionados a resiliência. No post de hoje vamos indicar alguns filmes que mostram como essa competência pode ser aplicada quando há uma situação de forte estresse. Então, prepare a pipoca e boa sessão! 🍿🎬

O pianista (2003, Drama)

O polonês pianista Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) trabalhava com interpretações de peças clássicas em uma rádio local quando houve ataques de bombas em Varsóvia, em 1939. Com o início da 2º Guerra Mundial e a invasão alemã, os nazistas começaram as restrições com relação aos judeus poloneses. O filme é baseado em memórias do pianista, único que conseguiu fugir das perseguições dos judeus e que acaba sendo obrigado a se refugiar em prédios que estavam abandonados pela cidade até que a guerra se acabe.

No filme é possível notar as áreas da resiliência como empatia, conquistar e manter pessoas e autocontrole.

O autocontrole está presente durante todo o filme no personagem Szpilman. São vários os momentos que ocorrem desde a expulsão dos judeus para o bairro isolado, passando pela perda da família, até quando ele se encontra sozinho nos prédios abandonados. Cenas onde ele encontra um piano e se vê obrigado a não poder tocar por uma questão de sobrevivência, já que não podia fazer barulho, mostram bem o desenvolvimento do autocontrole.

A empatia e conquistar e manter pessoas também estão presentes todo o tempo do filme. Na época em que é um pianista notável, conquista bons relacionamentos. Quando são transportados para o “bairro dos judeus” conta com a ajuda de uma antiga colega para fugir. Um dos momentos mais importante do filme é quando Szpilman encontra o capitão Wilm Hosenfeld nos prédios abandonados. O capitão sabe que Szpilman é judeu, mas se vê comovido com o dom do pianista. Szpilman precisa fortemente desenvolver uma boa empatia com o capitão para não correr o risco de ser entregue aos nazistas.

Juno (2008, Comédia)

Ellen Page interpreta Juno MacGuff, uma jovem de 16 anos que engravida de seu grande amigo Paulie Bleeker (Michael Cera) com quem teve relação sexual uma única vez. Após descobrir sobre a gravidez Juno decide fazer um aborto, porém ao chegar na clínica acaba mudando de ideia. Assim, decide encontrar um casal para doação e garantir a criação do bebê. É assim que conhece Vanessa (Jennifer Garner) e Mark (Jason Bateman). O casal mostra ter boas condições financeiras e oferece suporte a Juno durante todo o período de gravidez, além de dar-lhe uma compensação financeira caso ela aceitasse. Juno recusa a proposta de receber dinheiro pela doação, mas decide que o casal a acompanhe durante todo o desenrolar da gravidez.

No filme é possível notar as áreas da resiliência como autoconfiança, empatia, sentido de vida, otimismo, leitura corporal. A autoconfiança é desenvolvida a partir do momento em que ela decide que o melhor para o bebê é ter uma família consolidada e que tenha um suporte para a criação da criança. A empatia e o otimismo ocorrem quando ela busca o casal adequado para o cuidado do bebê, como também durante a gravidez quando acontece uma aproximação dela para com o casal.

O sentido de vida é visto na relação entre a Juno e o bebê. Sabendo que não havia condições por parte dela de criá-lo, Juno busca o melhor para seu filho. Por último, está a leitura corporal que precisa ser desenvolvida durante toda a gravidez para que o estresse da doação não afete Juno, o bebê e o casal escolhido para adoção.

O resgate do soldado Ryan (1998, Ação)

Em 1994, capitão Miller (Tom Hanks) desembarca na Normandia com a missão de comandar um grupo de soldados do batalhão para o resgate do soldado James Ryan. Ryan é o caçula dos quatro irmão, sendo que os outros três morreram em combate. Por ordens do chefe George C. Marshall, eles precisam procurar o soldado e garantir o seu retorno, com vida, para casa.

Nesse filme são desenvolvidas as áreas da resiliência como autocontrole, autoconfiança, análise do contexto, otimismo e conquistar e manter pessoas.

Logo no começo do filme, ao desembarcar do navio cargueiro, podemos identificar o otimismo do capitão Miller em cumprir a missão que lhe foi dada.

O autocontrole é desenvolvido durante todo o filme, mas podemos dar especial atenção para quando o capitão percebe que membros de sua equipe começam a morrer durante a missão. Nesse momento além do autocontrole, o capitão Miller também precisa desenvolver a arte de conquistar e manter a sua equipe já que, após algumas mortes, os soldados começam a questioná-lo da razão de arriscar tantas vidas para salvar apenas uma.

A autoconfiança está constantemente sendo buscada pelo capitão. Ao se manter firme na missão, ele acaba mantendo a confiança de toda a sua equipe que a cada dia que passa acredita mais em seu capitão e desenvolve coragem para finalizar a missão com sucesso.

A análise do contexto pode ser identificada após o encontro do soldado Ryan. Nesse momento, o capitão Miller precisa examinar com muito detalhe todo o percurso para que o resgate seja concluído. Já na grande batalha final do filme, é possível ver que todas as áreas da resiliência citadas acima precisam ser desenvolvidas.

Obs.: Infelizmente não encontramos o trailer legendado desse filme.

Central do Brasil (1998, Drama)

Dora (Fernanda Montenegro) escreve cartas para pessoas analfabetas na estação Central do Brasil, Rio de Janeiro, e esse é o seu trabalho. Porém, a escrivã não envia todas as cartas que escreve por achá-las inúteis ou fantasiosas. Em um dia comum de trabalho, Dora ajuda a escrever a carta de Ana, mãe do menino Josué, interpretado por Vinícius de Oliveira. A carta a ser enviada por sua mãe é destinada ao seu ex companheiro, e pede para que ele conheça o seu filho Josué. Poucos dias depois, Ana sofre um acidente e morre. Diante de tal situação, o menino decide ir encontrar o pai que nunca conheceu e para isso conta com a ajuda de Dora.

No filme Central do Brasil é possível notar as áreas da resiliência como análise do contexto, sentido de vida, leitura corporal e otimismo.

Quando acontece o encontro entre Dora e o menino Josué, de ambas as partes surge uma análise do contexto. Ao ter sua mãe morta por um acidente, o menino volta a procurar Dora já que ela é a única que tinha o endereço em que seu pai morava.

Em diversos momentos é possível ver o desenvolvimento do otimismo diante da situação, as vezes por parte de Dora e outras por parte de Josué. Os dois precisaram desenvolver empatia, pois como estavam em longa viagem, tinham que contar com a ajuda de pessoas estranhas que iam encontrando pelo caminho. Diversas vezes eles se viram em situações de vulnerabilidade, como quando ficaram sem dinheiro e começaram a passar fome. Nesse momento, mais uma vez o menino desenvolve a análise do contexto e percebe que onde eles estavam havia um grande número de analfabetos. Josué anuncia em praça pública que Dora é escrivã e assim os dois conseguem ganhar um pouco de dinheiro para continuar a viagem.

Mesmo tendo tentado evitar acompanhar o menino no início do filme, Dora acaba aceitando por querer resgatar a história de Josué. Durante a viagem, ela acaba encontrando um novo sentido para viver – ajudar o menino.

O escafandro e a borboleta (2008, Drama)

Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.

No filme é possível notar as áreas da resiliência como análise do contexto, sentido de vida, leitura corporal, otimismo, conquistar e manter pessoas e empatia.

Da seleção de filmes deste post, O Escafandro e a Borboleta é o que traz com maior força a resiliência. Jean-Dominique Bauby acorda e recebe a notícia de que ficou completamente paralítico, restando apenas o movimento do piscar dos olhos. Pelos pensamentos de Jean, logo se nota que houve a perda do sentida de vida.

Mas Jean começa um tratamento com a fonoaudióloga Henriette, que desenvolve um sistema de comunicação utilizando o piscar dos olhos de Jean. E é nesse momento que a resiliência surge, primeiro com a análise do contexto, quando Jean percebe que é possível se comunicar com o mundo novamente e desenvolver relações externas.

Para que o seu sistema de comunicação seja efetivo, Jean precisa estar sempre atento ao seu corpo e aos sinais que ele dá. Desta forma, o personagem percebe que precisa ter um cuidado especial ao ritmo das piscadas de seus olhos.

Outros dois fatores importantes que Jean precisa desenvolver é empatia e conquistar e manter pessoas. Aqui em especial, vamos destacar a sua relação com a equipe médica, pois é preciso mantê-los por perto o tempo todo para que tenha a possibilidade de se comunicar com tranquilidade.

Jean encontra o otimismo ao estabelecer novamente vínculo com sua família. Aos poucos, reencontra o seu sentido de vida.

E aí, gostou da seleção que fizemos? Conhece algum outro filme que mostra a resiliência sendo desenvolvida? Deixe seu comentário logo abaixo e compartilhe conosco. Até a próxima!

SOBRARE

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Sociedade Brasileira de Resiliência, compartilhando conhecimento em resiliência e trazendo recursos necessários para que pessoas e organizações superem suas adversidades.

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2 Comentários

  1. Quero parabenizar os profissionais da SOBRARE pela alta qualidade do material de divulgação de um tema de tamanha relevância. A sugestão dos filmes que caracterizam elementos da resilência servem a um propósito didático de valor incontestável.

    Prof.Dr.José Roberto Leite/UNIFESP

    1. SOBRARE SOBRARE disse:

      Dr. José Roberto,
      Nós ficamos agradecidos pelo seu comentário. Isso nos motiva a continuar a desenvolver conteúdos sobre esse assunto que é tão importante.
      Abraços – Equipe SOBRARE



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