4 Pilares Essenciais para você Entender o que é Resiliência [PARTE 2]


15/10/2013 | Publicado por George Barbosa | 7 Comentários


Se você acompanha o nosso blog, já deve ter lido em nossos posts que o conceito de resiliência é a capacidade que nós temos de sermos flexíveis em situações que nos apresentam dificuldades ou adversidades. Essa flexibilidade nós conquistamos por meio de um conjunto de crenças que nos dão a possibilidade de transcender os empecilhos eu a vida nos traz e assim idealizar um futuro com superação.

Na primeira parte desse post sobre os 8 pilares essenciais para você entender o conceito de resiliência, nós mostramos 4 desses pilares:

– Otimismo para a vida
– Autoconfiança
– Sentido de vida
– Análise do contexto

Agora vamos mostrar para você os outros 4 pilares que faltam para você aprender sobre o conceito de resiliência.

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+ 4 pilares essenciais para você entender o conceito de resiliência

Como nós esclarecemos no post anterior, a resiliência está baseada em oito áreas vitais da vida. Essas áreas são estabelecidas através de conjuntos de crenças que são compactadas ao longo de nossa infância, juventude, depois em nossa fase adulta e que possuem forte relação com aqueles com quem nos relacionamos ao longo dessas fases.

Conheça quais são as quatro áreas da vida que ainda faltam para você entender o conceito de resiliência:

 

LEITURA CORPORAL

A LEITURA CORPORAL é a capacidade de ler e organizar o nosso sistema nervoso/muscular. Amadurecer o nosso modo de lidar com as reações que surgem em nosso corpo quando a tensão ou o estresse se tornam elevados. Essa capacidade de fazer uma leitura interna e se dar conta do que está acontecendo e se administrar.

Então o que promove a leitura corporal? Ela promove a possibilidade ou capacidade de lidar com as reações físicas, como por exemplo, a respiração, intestino, ritmo cardíaco e se organizar quando está no enfrentamento do estresse.

 

AUTOCONTROLE

Outra área da vida que nós devemos conhecer para entender o conceito de resiliência, é a do AUTOCONTROLE. O autocontrole é a capacidade que uma pessoa adquire em se controlar emocionalmente e fazer a gestão de suas próprias emoções.

E o que promove o autocontrole na vida de uma pessoa? A gestão emocional adequada, responder emocionalmente de uma forma adequada ao que o estresse está pedindo. Se a situação de estresse que está sendo vivida é forte e impactante, a resposta emocional tem que ser modulada de acordo com o que a situação está pedindo. Outra coisa que podemos dizer é dar a emoção a dose certa.

 

CONQUISTAR E MANTER PESSOAS

A sétima área da vida que nós devemos focar quando queremos promover mudanças duradouras é CONQUISTAR E MANTER PESSOAS. É a habilidade que a pessoa tem em trazer outra pessoa para perto de si e não só trazer, mas manter essa outra pessoa junta.

O que promove na vida e nós podemos chamar de resiliência? A possibilidade que nós temos de ter a exata noção de quais são as alianças que precisam ser feitas. Conquistar e manter pessoas possibilita fazer essas alianças e criar uma área de proteção, quanto maior o número de alianças que tivermos, maior será a proteção no contexto e no ambiente, fortalecendo o ambiente nesta área.

EMPATIA

A última e oitava área que é preciso conhecer para entender o conceito de resiliência é a EMPATIA. Essa área da vida organiza a capacidade de ter uma comunicação e reciprocidade com outra pessoa, é olhar para o outro e emitir uma mensagem para ele de tal modo que o outro responda com reciprocidade. Neste momento criou um vínculo entre as duas pessoas muito forte que é típico da empatia.

O que promove essa área na vida de uma pessoa em termos de resiliência? Adesão aos nossos projetos! Quando nós trabalhamos empatia na vida de uma pessoa, ela se capacita no sentido de ganhar adesão as suas ideias e projetos. Outra coisa é que fortalece a liderança, porque ela começa a receber maior reciprocidade das outras pessoas.

Um dos exemplos que queremos mostrar para você de como trabalhar com o conceito de resiliência de maneira focada na adversidade é o que fazemos em nosso programa de Coaching em Resiliência. Nós partimos do momento em que a pessoa responde uma escala de resiliência, Quest_Resiliência, e com base nos resultados que obtemos, nós começamos a desenvolver resiliência nessas oito áreas essenciais da vida que nós comentamos.

E o que obtemos então? Uma pessoa muito fortalecida, muito capacitada nessas oito áreas que mencionamos ao longo desses dois posts. Pare para pensar um pouco, o resultado que nós temos quando uma pessoa que vai se fortalecendo em 1, 2, 5, 7 e 8 áreas essenciais da sua vida. Essa é a forma de se trabalhar com relação a resiliência, essa é a forma que encontramos de proporcionar mudanças duradouras diante do estresse ou da adversidade de uma pessoa.

Então concluindo, nós podemos atuar de uma maneira duradoura quando trabalhamos com o conceito de resiliência. Nós atuamos em oito áreas essenciais e vitais na vida de uma pessoa. As oito áreas que eu mencionei para você são Otimismo para a vida, Autoconfiança, Sentido de vida, Análise do contexto, Leitura Corporal, Autocontrole, Conquistar e Manter Pessoas e Empatia. Que você possa investir o seu tempo, seus talentos, sua inteligência e seus recursos nessas oito áreas e com isso ganhar mudanças duradouras e não apenas de curto prazo.

Esperamos que esses dois artigos tenham acrescentado algo para você. Caso tenha gostado, compartilhe com seus amigos nas redes sociais.

E você, tem buscado trabalhar essas áreas na sua vida? Escreva nos comentários a sua opinião, gostaríamos muito de saber!

George Barbosa

George Barbosa

Graduação em Pedagogia, em Psicologia, Mestrado, Doutorado com ênfase em Psicossomática na PUC de São Paulo. Diretor Científico e Membro pesquisador da Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE) e professor da Fundação Vanzolini (USP) e facilitador do Núcleo de Estudos em resiliência da Assoc. Bras. de Recursos Humanos (ABRH-SP). Coach certificado nas modalidades de Coaching Cognitivo de vida, Neurocoaching, Coaching Ontológico e organizador do Coaching em Resiliência (CCR). Associado PCC, MENTOR COAH e Conselheiro na Diretoria da International Coach Federation (ICF) – Capítulo Brasil, Acreditado na International Society for Coaching Psychology – MISCP e ao National Wellness Institute (NWI) e Pós-doutorando em Coaching Psychology e Resiliência (UNIRIO).

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7 Comentários

  1. Roberto disse:

    Boa tarde

    Gostei muito dos dois videos que tratam deste tema. Gostaria de saber se posso publicá-lo em meu site, dando a referencia, evidentemente.
    Atuo como Coach, e o tema abordado é de extrema relevância para esta atividade.

    Obrigado

    1. SOBRARE SOBRARE disse:

      Olá Roberto!

      Fique a vontade para publicar os vídeos em seu site. Será muito bom contar com o seu apoio para propagar este conhecimento.
      Obrigado por seu feedback positivo!

      Logo teremos mais novidades.

  2. Agueda Thormann disse:

    Olá George!

    Que bom ouvir vc novamente e, na realidade, que bom ouvir alguém falar com propriedade de um tema, particularmente esse.
    Assisti os dois vídeos, vi que havia um comentário no primeiro sobre ser mais dinâmico, vc dinamizou no segundo; creio que usou o recurso de leitura de tela. Confesso que esse recurso é ótimo para que a fala fique bem objetiva e se fale mais no mínimo de palavras e tempo; achei que vc ainda não está muito familiarizado com este recurso, dá para perceber o movimento de leitura; nos momentos em que vc fala por si coloca para fora toda a força de seu conhecimento. Quero deixar bem claro que para mim, que conheço vc e já fiz cursos com vc e acredito na metodologia, não faz diferença a forma de apresentação do primeiro e do segundo vídeo. Porém para captar pessoas, foi boa essa “dinamização”.

    Tenho feito palestras para pais, não sei se vc sabe, mas a secretária municipal de educação da cidade do Rio de Janeiro anunciou (aqui em Ctba) que resiliência está sendo colocada no currículo de crianças do Ensino Fundamental. Como ela citou, o público alvo a SME/RJ trabalha com áreas imensas onde o tráfico de drogas está e os filhos dessas pessoas vão para a escola. Pelo que entendi, a ideia é trabalhar a resiliência como fator de proteção e um norte, abrindo outras possibilidades para essas crianças, além da realidade que vivem.

    Bem, quero deixar os parabéns e qualquer oportunidade, estarei novamente com vcs, para aprender mais.
    Obrigada.

  3. Flavio Leone Chaves disse:

    Parabéns!!
    Gostei muito e estou interessado em aprofundar o conhecimento nesse tema. Existe possibilidade de um curso aqui em Brasília?
    O segundo vídeo ficou muito bom e melhor que o primeiro. Creio que a explanação sobre o que significa o pilar principal ficou melhor no segundo video, contudo senti falta da apresentação do esquema mental secundário nos quatro últimos pilares apresentados.
    Mais uma vez parabéns!

  4. Rosana Salles disse:

    Olá, Prof. George!

    Acabei de assistir ao seu segundo vídeo e mais uma vez agradeço a voce por estar contribuindo com o meu projeto de pesquisa do mestrado sobre o “Processo de Resiliencia em Docentes”. Esse segundo vídeo finalizando a questão das 8 Crenças me ajudou a rever alguns equívocos em meu trabalho, questões conceituais.
    Dúvidas:
    – É possível realizar o Quest Resiliencia mais de uma vez?
    – Os resultados podem ser diferentes?
    – E se forem diferentes, isso pode significar que as principais crenças não foram trabalhadas na pessoa?
    Muito obrigada e parabéns mais uma vez!
    Rosana

    1. SOBRARE SOBRARE disse:

      Olá Rosana! Agradecemos seu comentário.
      Respostas:
      – É possível realizar o Quest Resiliencia mais de uma vez? Sim, é possível depois de aproximadamente 1 ano.
      – Os resultados podem ser diferentes? Sim, podem ser diferentes. Se a pessoa tem trabalhado em um período de médio a longo prazo esses esquemas de crenças, é possível haver mudanças no resultado do assessment.
      – E se forem diferentes, isso pode significar que as principais crenças não foram trabalhadas na pessoa? Depende. Se na escala o fator for para fraco significa que a pessoa não trabalhou o esquema de crença, porém se ela trabalhar pode haver o fortalecimento e isso também alteraria a médio e longo prazo o resultado.
      Abraços,

  5. maria tonello disse:

    Excelente conteudo. Continue ajundando ..



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